Centro Cultural de Cascais,
Piso 2
6 Fev > 19 Abr ’26
De terça a domingo
das 10h às 18h
última entrada ás 17h40
MANIFESTO
João Bruno Videira
Manifesto parte de uma questão histórica que atravessa o campo da produção cultural: a separação entre o que é reconhecido como arte e o que é classificado como artesanato. Durante décadas, o trabalho manual foi valorizado sobretudo pela sua utilidade, enquanto a sua capacidade de produzir pensamento, linguagem e posicionamento raramente foi considerada.
Esta exposição nasce desse intervalo. Do espaço onde o fazer não é apenas execução, mas também decisão, interpretação e construção de sentido. Onde a matéria deixa de ser neutra e passa a carregar tempo, gesto e escolha.
O trabalho de João Bruno Videira inscreve-se nesse território intermédio. Não como reivindicação, mas como prática contínua. Cada peça resulta de processos prolongados, de repetições e de atenção à resistência dos materiais, produzindo formas que não se limitam a servir, mas que também interrogam.
Manifesto não propõe uma leitura única nem uma hierarquia fechada entre objecto e obra. Propõe um espaço de observação onde o fazer manual pode ser reconhecido como um campo de pensamento, tão legítimo quanto qualquer outro.
Mais do que definir categorias, a exposição convida a suspender certezas e a olhar de novo para aquilo que, durante muito tempo, foi mantido à margem do olhar artístico.
Filipa Belo
Curadora
João Bruno Videira
João Bruno nasceu em Tomar em 1973. Cresceu rodeado por lã, muito por influência da mãe que era uma apaixonada pelos tradicionais tapetes de Arraiolos. A obra de João Bruno tem uma identidade própria que nasce do encontro entre materiais e técnicas tradicionais com o design e a arte numa estética e linguagem contemporâneas. É licenciado em Ciências da Comunicação e foi jornalista de televisão até encontrar na arte e no design a sua verdadeira forma de expressão.
AMIGO DA
FUNDAÇÃO



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