Criada em 1996, a Fundação D. Luís I é responsável pela gestão e programação dos equipamentos culturais de Cascais. É uma Fundação de génese municipal, aberta à comparticipação privada. A Fundação D. Luís I promove programas plurianuais de atividades culturais, sob proposta dos interessados ou em cooperação com outras instituições e empresas. Destacam-se, a este nível, os protocolos com o IVAM – Instituto Valenciano de Arte Moderna e a Fundación Bancaja, que permitiu a apresentação em Cascais de diversas exposições, como, por exemplo, a mostra de obras de Pablo Picasso.
SOBRE NÓS
Em 2012, na sequência das determinações da Lei-Quadro das Fundações, aprovada pela Lei n.º 24/2012, de 9 de Julho, a Fundação D. Luís I passou a Fundação Pública, mantendo-se embora uma «pessoa colectiva de direito privado». É então inaugurado um novo ciclo da vida da Instituição. Subsistem as linhas conceptuais originalmente definidas de «criar, desenvolver, acolher, divulgar e acessibilizar a cultura no concelho de Cascais». A aplicação de um novo organograma e o alargamento de competências inerente a uma maior dinâmica gestionária, permitiu um gratificante retorno através da multiplicação de iniciativas e de eventos que consolidaram o prestígio que a Fundação, a justo título, detém no seu campo específico de intervenção.
O PATRONO
Dom Luís I foi rei de Portugal de 1861 a 1889. Nasceu em Lisboa em 31 de Outubro de 1838 e veio a morrer em Cascais em 1889, aos 51 anos. Era filho de D. Maria II e de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota. Herdou o trono quando tinha 23 anos, por morte do seu irmão mais velho, D. Pedro V, que não tinha descendentes. Casou com D. Maria Pia de Sabóia, filha de Victor Emanuel II, rei de Itália. D. Luís era um homem muito culto e de grande sensibilidade artística. Pintava, compunha e gostava de tocar piano e violoncelo, existindo ainda, em perfeito estado de conservação, o seu violoncelo favorito, construido por Stradivarius. Falava correctamente diversas línguas e fez traduções de Shakespeare. Mas era principalmente um homem das Ciências, com uma enorme paixão pela oceanografia, financiando projectos científicos e importantes pesquisas oceanográficas em busca de espécimes dos “7 mares”.
Monarca simpático, muito educado e de temperamento calmo e conciliador, D. Luís era respeitador escrupuloso das liberdades individuais. Do seu reinado ficam para a história três grandes momentos civilizacionais para Portugal e até para o Mundo: a abolição da pena de morte, a abolição da escravatura e a publicação do primeiro Código Civil. D. Luís morreu no seu palácio de Verão, na Cidadela de Cascais, em 19 de Outubro de 1889. O povo deu-lhe o cognome de o Popular. Eça de Queiroz chamou-lhe o Bom.
PRIMEIROS ANOS / 25 ANOS
A Fundação D. Luís I celebra um quarto de século com os olhos postos num futuro repleto de desafios culturais dinâmicos e ecléticos.
É neste ponto que o futuro da Fundação se inspira no passado, assumindo desde o primeiro momento um compromisso assente na qualidade, na exigência e na inclusão. O conceito inovador do Bairro dos Museus, o Serviço Cultural e Educativo, as artes plásticas, a música, o teatro, as edições, a poesia, as residências literárias internacionais, os encontros temáticos com especialistas de dentro e de fora do país, a criação da Cátedra Cascais Interartes, entre outras apostas da Fundação D. Luís, juntam-se numa programação que privilegia a afirmação do conhecimento, da inovação, tendo o talento como linha condutora. Assim tem sido ao longo destes 25 anos, que se assinalam a 19 de março de 2021, e assim continuará a ser nos tempos que se avizinham. São tempos que nos incutem cada vez mais rigor nas ações que pretendem chegar a Todos, munícipes e visitantes nacionais e internacionais.
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