Cátedra Cascais Interartes
Conferências
O Centro Cultural de Cascais foi palco de duas palestras sobre David Mourão-Ferreira e Mário Dionísio, respectivamente, proferidas pelo Doutor Pedro Ferré, membro do conselho científico da Cátedra, e pelo Doutor José Manuel Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Escritores. O numeroso público que acorreu ao auditório do CCC teve oportunidade de desvendar singularidades das obras poética e ensaística daqueles autores que, de formas diferentes, marcaram a cena literária portuguesa no pós-guerra.
MÁRIO DIONÍSIO, José Manuel Mendes
A Imprensa Nacional publicou recentemente a Poesia Completade Mário Dionísio, uma obra de grande fôlego que nos permite ter uma percepção mais global da sua intensa e diversificada actividade literária. Colaborador de revistas comoPresençaouSeara Nova, autor de prosas breves reunidas em O dia cinzento, a ele se deve ainda uma criação crítica e ensaística de relevo, entre a qual se destaca A paleta e o mundo. Ao longo da sua vida, Mário Dionísio privou com inúmeros escritores seus contemporâneos, entre os quais se destaca Carlos de Oliveira. Para conversar connosco sobre estas e outras dimensões, a Cátedra Cascais Interartes convidou José Manuel Mendes, escritor, ensaísta e docente universitário. Desde há décadas rosto da Sociedade Portuguesa de Escritores, José Manuel Mendes é uma figura privilegiada para desvendar aspectos menos conhecidos da personalidade de Mário Dionísio.
DAVID MOURÃO-FERREIRA por Pedro Ferré
Quem teve a felicidade de conhecer David Mourão-Ferreira como docente de literatura na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, certamente guarda na memória a sua notável capacidade para desvendar as singularidades estéticas dos textos que dava a conhecer aos seus alunos. E não nos referimos apenas aos estudantes portugueses, pois também aqueles que, ainda antes dos programas Erasmus, frequentavam os chamados cursos de Verão daquela Faculdade, foram por ele impressionados. Foi, exactamente, num destes cursos que David Mourão-Ferreira tomou os contos de Branquinho da Fonseca para desvendar o solo com que muitos desses jovens contactavam pela primeira vez. No entanto, muitas outras pessoas recordarão a sua vertente como poeta; outras, como prosador. Outra ainda assume particular relevância, a do ensaísta que nos legou Hospital das Letras. Será essa vertente, em particular, deste autor que integra o grupo de personalidades-foco da Cátedra Cascais Interartes, que Pedro Ferré, professor catedrático da Universidade do Algarve e membro do conselho científico da Cátedra.
AMIGO DA
FUNDAÇÃO




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