Auditório
Centro Cultural de Cascais
29 jun ’25
5€
Lotação 112 lugares
CASCAIS MPQ QUARTET
O Cascais Moscow Piano Quartet celebra 35 anos com uma temporada repleta de concertos, de 22 de setembro a 29 de junho de 2025, apresentando no Auditório do Centro Cultural de Cascais obras de grandes compositores como Fernando Lopes-Graça, Mozart, Beethoven, Schumann, Strauss ou Brahms, interpretadas pelo quarteto e por músicos convidados.
Composto por Guenrick Elessine (violoncelo), Jill Lawson (piano), Maria Castro Balbi (violino) e Samuel Barsegian (violeta), o Cascais MPQ Quartet é uma das mais destacadas formações de música de câmara residente em Portugal, tendo atuado me vários países da Europa e no Japão.
O Cascais MP Quartet é também o primeiro grupo de música de câmara residente num município português, estando as suas temporadas integradas na programação do Bairro dos Museus.
35 ANOS
O MPQ – Moscow Piano Quartet – anos mais tarde denominado Cascais MPQ Quartet – foi criado em 1989 por iniciativa de Alexei Eremine e Guenrikh Elessine. O primeiro concerto da formação realizou-se a 25 de janeiro de 1990 na Casa-Museu Iermolova, em Moscovo. Na mesma cidade, atuou no Festival “Dekabrskie Vetcherá” (“Noites de Dezembro”), dirigido por Sviatoslav Richter. É de salientar a influência do grande mestre Valentin Berlinski (violoncelista do Quarteto Borodine), sobretudo no que se refere à cuidada afinação, à riqueza de sonoridades e ao profundo conhecimento das obras tocadas. O MPQ viria a realizar digressões por Letónia, Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, Grécia, Belgica, Luxemburgo, Holanda e Japão, tendo sido convidado pelos mais diversos festivais de música e principais salas de concertos.
Acarinhado por personalidades como a marquesa Olga de Cadaval e pelo compositor Fernando Lopes-Graça, o MPQ mudou-se para Cascais nesse ano de 1990, tornando-se o primeiro grupo de música de câmara residente num município português, em 1993, através de um protocolo assinado com a Câmara Municipal de Cascais. As temporadas de concertos anuais
conquistaram, desde logo, um público entusiasta, que continua a encher, regularmente, o Auditório do Centro Cultural de Cascais.
O objetivo do Cascais MPQ Quartet é a divulgação de todas as obras escritas para violino, violeta, violoncelo e piano, do período clássico aos nossos dias, incluindo as menos conhecidas.
O quarteto já interpretou mais de uma dezena de obras em primeira audição, algumas das quais lhe foram dedicadas, como “Lugares Esquecidos”, de Luís Tinoco (1998), “Suite Atlântica”, de Eurico Carrapatoso (2000), “Quarteto com Piano”, de Patrício da Silva (2004) e “Canteto”, de Alexandre Delgado (2007).
Além de diversas estreias em Portugal, o Cascais MPQ Quartet fez a estreia moderna das obras “Quarteto com Piano em Ré Maior”, de Domingos Bomtempo. Depois de um primeiro CD, dedicado a Mahler, Schnittke e Brahms, o MPQ lançou em 2012 um CD com a primeiro registo mundial dos quartetos com piano de Anton Rubinstein e Eduard Napravnik. Desde 2022, conta na sua formação com Guenrikh Elessine, Jill Lawson, Maria Castro Balbi e Samuel Barsegian.
A TEMPORADA 24/25
22 Set ’24
CASCAIS MPQ E AMIGOS (1)
MOZART
Flautista convidada: Sónia Pais
13 Out ’24
CASCAIS MPQ E AMIGOS (2)
MOZART | SCHUBERT | BRITTEN | BEETHOVEN
Convidado: Ricardo Ramos
17 Nov ’24
2+3=4
BEETHOVEN | SCHUBERT | DVORAK
15 Dez ’24
TRIBUTO A PORTUGAL
(30 anos da morte do Maestro Fernando Lopes Graça)
LOPES GRAÇA | CARRAPATOSO | J. BRAGA SANTOS | NAPRAVNIK
5 Jan ’25
TRIBUTO A VALENTIN BERLINSKY
SCHUBERT | WEBERN | BORODINE
Convidados a anunciar
16 Fev ’25
3+2=4
TANEIEV | HONEGGER | MAX REGER
16 Mar ’25
CONCERTO CLÁSSICO
MOZART | BEETHOVEN
27 Abr ’25
CONCERTO ROMÂNTICO
SCHUMANN | BRAHMS
04 Mai ’25
CONCERTO PÓS-ROMÂNTICO
R.STRAUSS | CHAUSSON
Compositores
BEETHOVEN
Ludwig van Beethoven (Bona, 17 de Dezembro de 1770 – Viena, 26 de Março de 1827) é considerado como o mais importante e influente compositor alemão na transição do classicismo para o romantismo. Enraizada na tradição clássica de Haydn e de Mozart, a música de Beethoven reflecte o espírito do humanismo e do nacionalismo emergentes verbalizado nas obras de Goethe e Friedrich von Schiller, os imperativos morais redefinidos por Kant e os ideais da Revolução Francesa, que buscavam a dignidade e a liberdade individuais. Beethoven revelou, mais do que qualquer um dos seus predecessores, o poder da música puramente instrumental para transmitir uma filosofia de vida; algumas das suas obras constituem a mais veemente afirmação da vontade humana alcançada em toda música, se não mesmo em toda Arte. Não sendo ele próprio um romântico, Beethoven tornou-se na inspiração para os românticos que o seguiram, especialmente no ideal de música programática, que ele próprio definiu em relação à sua Sexta Sinfonia (Pastoral) como “mais uma expressão do que pintura de emoções”. Foi um inovador no campo da forma musical, complexificando a estrutura e o conteúdo da sonata, da sinfonia, do concerto e do quarteto de cordas. Na Nona Sinfonia, combinou os recursos da música vocal e instrumental de forma nunca antes tentada. A sua vida pessoal foi especialmente marcada pela luta contra a surdez. Algumas das suas obras de maior fôlego foram compostas nos últimos dez anos de vida, quando era já incapaz de ouvir. Beethoven foi o primeiro compositor livre, que viveu da venda e da publicação das suas obras, beneficiando de um salário sem outras obrigações além de compor quando e como a isso se sentisse disposto.
BRAHMS
Johannes Brahms (Hamburgo, 7 de maio de 1833 – Viena, 3 de abril de 1897) foi um importante compositor dos meados do período romântico. Pianista virtuoso, estreou muitas das suas obras e trabalhou com os principais intérpretes de seu tempo, incluindo a pianista Clara Schumann e o violinista Joseph Joachim, aos quais o ligava uma íntima amizade. Brahms foi considerado simultaneamente um tradicionalista e um inovador, tanto pelos seus contemporâneos como por autores posteriores. A sua música está enraizada nas estruturas e técnicas de composição dos clássicos, mas, nessas estruturas, estão impregnados motivos profundamente românticos. Embora alguns julgassem a música de Brahms excessivamente académica, o seu engenho e influência foram admirados e reconhecidos por figuras subsequentes tão diversas quanto Arnold Schoenberg e Edward Elgar. A oposição entre Brahms e Wagner, que radicalizou as posições dos mais proeminentes músicos alemães da segunda metade do século XIX em torno dos conceitos de música pura e música programática, tem sido excessivamente mitificada na perspectiva das relações pessoais. Se é verdade que Wagner se tornou extremamente crítico de Brahms à medida que este crescia em estatura e popularidade, foi, no entanto, entusiasticamente receptivo às suas primeiras obras. Brahms, por seu lado, admirava profundamente a música de Wagner, limitando a sua ambivalência aos ideais do drama musical, expressos por este no ensaio “A obra de arte do futuro” (1849).
MOZART
Wolfgang Amadeus Mozart, baptizado Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus (Salzburgo, 27 de Janeiro de 1756 – Viena, 5 de Dezembro de 1791), foi um dos mais influentes, aclamados e prolíficos compositores do período clássico. Nascido nos seio de uma família de músicos, cedo revelou os sinais de um talento musical prodigioso, aprendendo a ler e a escrever música aos cinco anos de idade e principiando a compor um ano depois. A partir, precisamente, de 1762, o pai, Leopold Mozart, fá-lo embarcar com a irmã, Maria Anna, também excepcionalmente dotada, em longas jornadas pela Europa Ocidental, que o levariam da Alemanha a Londres, passando pela Áustria, Bélgica, França e Itália. Em 1772, Mozart é nomeado maestro de concertos assalariado na Corte de Salzburgo e organista, em 1779. A insatisfação com o cargo e a crescente hostilidade para com o Príncipe-Arcebispo, Hieronymus, Conde de Colloredo, levam-no de novo a Itália, Viena e Munique. De regresso a Salzburgo em Janeiro de 1781, depois de um violento confronto com o Arcebispo, Mozart resigna e passa a Viena, onde, em Agosto de 1782, casa, contra a vontade do pai, com a cantora Constanze Weber. Em Viena, Mozart luta, sem grande sucesso, por singrar como compositor de ópera e professor por conta própria. As suas dificuldades financeiras agravaram-se em 1786, quando a Áustria se envolveu na Guerra Russo-Turca, que levou a um drástico decréscimo da actividade musical em Viena. No seu último ano, além de mais de vinte obras menores, Mozart compôs o Concerto para piano em Si bemol maior K. 595, o Singspiel de inspiração maçónica Die Zauberflöte (A Flauta Mágica) K. 620, a ópera séria La clemenza di Tito K. 621, a cantata maçónica Laut verkünde unsre Freude K. 623, o Concerto para clarinete K. 622, o Quinteto de cordas em Mi bemol maior K. 614, o moteto Ave verum corpus natum K. 618 e o Requiem K. 626, que deixou inacabado. A causa da sua morte precoce, com apenas 35 anos de idade, não é totalmente clara, mas a febre reumática é consistente com os sintomas descritos nos testemunhos da época e com a sua história clínica conhecida. A música de Mozart distingue-se pela beleza melódica, elegância formal e riqueza de texturas e harmonias. Representa, essencialmente, a síntese de uma variedade de elementos, desde a ópera italiana às tradições instrumentais austríacas e sul-alemãs, que, a partir do início da década de 1780, se fundiram num idioma que é hoje considerado o apogeu do classicismo vienense.
SCHUBERT
Franz Peter Schubert (Himmelpfortgrund, 31 de Janeiro de 1797 – Viena, 19 de Novembro de 1828) foi um compositor austríaco do fim do classicismo, com um estilo marcante, inovador e poético do romanticismo. Escreveu cerca de seiscentas peças musicais (o “lied” alemão), bem como óperas, sinfonias, incluindo a “Sinfonia Incompleta”, sonatas entre outros trabalhos. Viveu apenas trinta e um anos e para além de um círculo restrito de conhecedores, não teve reconhecimento publico. Mas o interesse pela sua música aumentou significativamente nas décadas que se seguiram à sua morte. O contributo para colocar Schubert no panteão dos grandes compositores da história da música europeia foi dado por outros grandes compositores do século XIX que foram seus admiradores, como Felix Mendelssohn, Robert Schumann, Franz Liszt ou Johannes Brahms. Hoje, o seu estilo considerado por muitos como imaginativo, lírico e melódico, fá-lo ser considerado um dos maiores compositores do século XIX, marcando a passagem do estilo clássico para o romântico.
SCHUMANN
Robert Alexander Schumann (Zwickau, 8 de junho de 1810 — Endenich, 29 de julho de 1856) foi um pianista, compositor e crítico musical alemão.[1] Era casado com a pianista e compositora Clara Schumann. Robert Schumann é considerado um dos maiores compositores da era romântica. Schumann deixou os estudos de direito para seguir a carreira musical, como pianista virtuoso. Foi aluno do notável professor de piano Friedrich Wieck, o qual garantiu a Schumann que este poderia tornar-se o maior pianista da Europa. Mas o sonho foi interrompido por uma lesão nas mãos de Schumann, que passou a dedicar-se à carreira de compositor e crítico musical.
STRAUSS
Richard Georg Strauss (Munique, 11 de junho de 1864 – Garmisch-Partenkirchen, 8 de setembro de 1949) foi um compositor e maestro alemão. É considerado como um dos mais destacados representantes da música entre o final da Era Romântica e a primeira metade do século XX. É conhecido por suas óperas, sobretudo Der Rosenkavalier e Salomé; por suas lieder, especialmente Quatro Últimas Canções (Vier letzte Lieder); por seus poemas sinfônicos, como Till Eulenspiegels lustige Streiche, Also sprach Zarathustra, Morte e Transfiguração (Tod und Verklärung), Uma Sinfonia Alpina (Eine Alpensinfonie) e grandes obras orquestrais, como Metamorphosen, geralmente interpretada como uma meditação sobre a bestialidade da guerra – diante da Alemanha devastada pela guerra, da destruição de Munique e de lugares muito caros ao compositor, como a Ópera da sua cidade, onde ele atuara como principal maestro, entre 1894 e 1896. Strauss se notabilizou como maestro na Alemanha e na Áustria. Com Gustav Mahler, é um dos principais representantes do Romantismo alemão tardio, depois de Richard Wagner.
AMIGO DA
FUNDAÇÃO




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