Capela, Centro Cultural de Cascais
6 Mai » 18 Jun ’23
De terça a domingo
das 10h às 18h
última entrada ás 17h40
Esta mostra reúne um conjunto de trabalhos desenvolvidos com algumas das escolas locais, com famílias e com o público em geral.
Olhares Sobre
DA CRIATIVIDADE AO BEM ESTAR
No âmbito do tema proposto para a comemoração do Dia Internacional dos Museus de 2023 Museus: Sustentabilidade e Bem-Estar, o serviço cultural e educativo da Fundação D. Luís I apresenta uma exposição que revela a sua prática de mediação artística e cultural tendo em conta as linhas estratégicas focadas na saúde, no bem-estar e no combate ao isolamento social.
1 . Bichos Ferozes
AO JEITO DE ROSA RAMALHO
Catarina Aleluia e Joana Barroso | Dinamização
Nesta mostra coletiva “OLHARES SOBRE | Da Criatividade ao Bem-estar” apresentamos um povoado de “Bichos-Ferozes”, inspirados na obra de Rosa Ramalho. Através do trabalho em continuidade com escolas, famílias e público em geral, a exposição “Rosa Ramalho – Escolhas de um colecionador” foi dinamizada tendo em conta o figurado de barro tradicional de Barcelos, da autoria da bonecreira Rosa Ramalho. A partir da exposição aconteceram duas atividades e, delas, nascem então estas personagens. A primeira proposta de exploração foi a visita-ateliê “Quem conta, seus males espanta” destina a escolas e instituições, onde crianças, jovens, adultos e professores conheceram a obra de Rosa Ramalho através do jogo, da narrativa e de exercícios simples de modelagem e de desenho. Os desenhos, que foram recolhidos por cada aluno, foram o objeto de transição para a escola; e, a partir deles, cada participante recriou a sua figura em barro. A segunda proposta foi a conversa-ateliê “Entre Gerações de Barro” que aconteceu nos dias 18 e 19 de março, destinada a famílias e público em geral. Nesta atividade os participantes meteram (literalmente!) a mão no barro e conversaram sobre a origem das raízes da cultura popular portuguesa. Foi uma atividade orientada de forma exímia pelo artista ceramista António Ramalho, bisneto de Rosa Ramalho, que abriu espaço à criatividade e à experimentação plástica em plena galeria de exposição. Depois desta conversa-ateliê, e para que as peças pudessem ser vidradas e cozidas, contámos com a colaboração da oficina de cerâmica da Casa das Artes (do Agrupamento de Escolas Ibn Mucana do concelho de Cascais, sob a orientação da professora Leonor Irra).
Peças em destaque: Artista ceramista António Ramalho, Professora Ceramista Leonor Irra. Participantes: Alexandra Chemerys, Alexandra Freire, Alexandra Simões, Carolina Correia, Fábio Esteves, Família Girão (mãe, pai e filhos), Família Rodrigues (mãe, pai, filha e sobrinha), Ifigénia Herrera, Leonor Irra, Luana Barroso Silva, Luca Barroso Silva, Miguel Ângelo Guerreiro, Rita de Aleluia Ferreira, Vitor Santos. Escola Básica Ibn Mucana – Oficina de cerâmica (turmas do 6ºG e H; sob orientação da Professor Leonor Irra).
Agradecimentos: António Ramalho (artista ceramista, bisneto de Rosa Ramalho. Ateliês com famílias e público em geral na exposição «Rosa Ramalho, As Escolhas de um Colecionador». José Nogueira e Leonor Irra (Escola Básica Ibn Mucana; Casa das Artes).
2. Olhares Sobre: da Criatividade ao Bem Estar
DOCUMENTÁRIO
Julia Lombao | Criação e produção
Registo pedagógico de algumas das propostas em continuidade desenvolvidas pela equipa técnica de mediação artística e cultural da Fundação D. Luís I, no âmbito das rubricas gerais de programação “Projeto com a Comunidade” e “Atividades em Continuidade” no ano letivo 2022/2023. Programação cultural e educativa desenvolvida na Casa das Histórias Paula Rego, no Centro Cultural de Cascais, na Galeria do Palácio da Cidadela, nos jardins dos museus e no Parque Marechal Carmona.
3. Projeto Abrir (S)alas
Mariana Pinto | Dinamização
SESSÕES PRESENCIAIS Ensino Secundário Artístico
Uma parceria na qual as visitas ao Centro Cultural de Cascais enriquecem o processo criativo que leva à concretização de peças artísticas de âmbito curricular. Por outras palavras, as dinâmicas realizadas nas salas de exposição contribuem para o desenvolvimento dos objetivos traçados nas salas de aula. Abrir alas, para que nenhuma das salas fique fechada sobre si mesma.
– Apresentação do projeto, incluindo os trabalhos de todos os participantes – 12º A1 com o Professor Miguel Vidal da Escola Secundária de Cascais – 12º G com o Professor Tomás Féria da Escola Básica e Secundária Helena Cidade de Moura – 12º J com a Professora Helena Leiria da Escola Básica e Secundária Frei Gonçalo de Azevedo
4. Atividades em Continuidade
Mariana Pinto | Dinamização
SESSÕES VIA ZOOM Ensino Pré-escolar
As quatro salas de jardim de infância reinterpretam obras que permitem praticar o trabalho de equipa em escolas em que mais de 30% dos alunos não tem o português como língua materna. As escolhas individuais que formam as composições coletivas são como as crianças que formam os grupos: sem uma delas, o conjunto já não seria o mesmo.
– Escola Básica e Jardim de Infância Professor Manuel Gaião: Gaiãozinhos com a Educadora Lurdes Roque
– Escola Básica e Jardim de Infância de Alvide: Alvidinhos 1 com a Educadora Teresa Manoel [5] + Alvidinhos 2 com a Educadora Natalina Cóias
– Escola Básica e Jardim de Infância Fausto Cardoso Figueiredo: Sala Tangerina com a Educadora Rita Freire
SESSÕES PRESENCIAIS Ensino Secundário, Artes Visuais
Turmas do 10º e 11º anos familiarizam-se com o espaço do Centro Cultural de Cascais enquanto respondem a desafios artísticos que estimulam a sua autonomia crítica e criativa.
– Escola Básica e Secundária Frei Gonçalo de Azevedo: 11º E com a Professora Alice Galego
– Escola Secundária de Cascais: 10º A1 com a Professora Vera Matos + 11º A1 e A2 com as Professoras Carla Martins e Fátima Maia
> Maria Velez – Uma homenagem à vida
Memórias dos tempos livres, em família e com amigos são partilhadas em suportes quadrados (a forma geométrica preferida de Maria Velez) e numa construção cubista como lhe chamava a pintora.
> Margaret Watkins – Black Light
Cianotipias com padrões criados a partir da multiplicação simétrica de fotografias dos espaços preferidos pelas crianças na sua sala da escola [5] e um anúncio que se baseia na carreira de sucesso de Margaret Watkins na fotografia publicitária. cubista como lhe chamava a pintora.
> Pedro Partidário – Pare, Escute e Olhe
Trabalhos que surgiram a partir da temática da violência doméstica; do carvão utilizado pelo artista para realizar alguns dos retratos da exposição; da série a preto e branco com um toque de cor, O Balde Azul; da maneira como Pedro Partidário consegue convidar a um segundo olhar com composições simples e focadas em imagens muito objetivas de figuras humanas; da variedade de materiais que permitiu explorar a expressão das linhas, a borracha como ferramenta de desenho e a oscilação entre precisão e espontaneidade nas obras de Pedro Partidário.
> Goya – Testemunho do seu tempo
Desenhadas com uma técnica que simula a água-forte (trabalho de linha e de trama), personagens das gravuras de Goya encarnam o que a Arte significa para os seus autores.
> Dorindo Carvalho – 60 anos a Desenhar e Pintar
Autorretratos inspirados pelos que Dorindo Carvalho pintou ao longo das décadas, pela presença igualmente recorrente do círculo vermelho e pelas fases artísticas que mais facilmente se associam ao artista (profusão de linhas e pontos das capas de livros dos anos 60; linhas estilizadas da pintura dos anos 80). Dorindo Carvalho desenhou capas icónicas, mas também escreveu e ilustrou livros para crianças; desta vez, foram elas que desenharam o que associam a um círculo vermelho no seu mundo e, da junção de todas as respostas, criaram uma história.
AMIGO DA
FUNDAÇÃO




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