Palácio da Cidadela de Cascais,
Galeria de Exposições
27 Out » 25 Fev ’24
De Terça a Domingo
das 10h00 às 13h00
e das 14h00 às 18h00
Última entrada: 17h40
D. Luís, filho de D. Maria II e D. Fernando II, nasceu a 31 de outubro de 1838, vindo a ascender ao trono a 22 de dezembro de 1861, para suceder ao irmão mais velho, D. Pedro V, inesperadamente falecido. Casou-se no ano seguinte com D. Maria Pia de Saboia, filha do rei de Itália, que transformou o Palácio da Ajuda na residência permanente da família real portuguesa, onde nasceriam o príncipe D. Carlos, a 28 de setembro de 1863 e o príncipe D. Afonso, a 31 de julho de 1865.
Memórias da Praia da Corte
D. LUÍS E D. MARIA PIA EM CASCAIS
Cascais desenvolvia-se, então, em função da moda dos banhos de mar, que trazia às suas praias os mais elegantes lisboetas. A definitiva nobilitação da vila remonta, porém, a 1867, quando recebeu pela primeira vez a visita da rainha D. Maria Pia, a que se seguiria a transformação da residência do governador da Cidadela no despretensioso Paço Real, que a partir de 1870 passou a acolher sazonalmente a Corte.
Os reis frequentavam a Praia da Ribeira, pela manhã, enquanto os príncipes se banhavam na Boca do Asno, atual Praia da Rainha, mais protegida. O dia era depois ocupado com passeios em família até locais mais distantes – o Estoril, o Pinhal da Guia ou o Guincho, onde por vezes se organizavam piqueniques – e atividades como a pesca, a vela, o remo, a caça, o tiro aos pombos ou a equitação, que a imprensa publicitou profusamente, a fim de satisfazer um público ávido de notícias acerca da família real.
A sede do concelho experimentaria um intenso ciclo de desenvolvimento, materializado em algumas habitações que se transformariam na sua imagem de marca, como as dos duques de Loulé, dos duques de Palmela, do conde de Arnoso, do marquês do Faial ou de Jorge O’Neill, mais tarde adquirida por Manuel de Castro Guimarães. A inauguração do ramal ferroviário entre Cascais e Pedrouços, em 1889, depois estendido até Alcântara-Mar e, já em 1895, ao Cais do Sodré, acelerou este movimento, viabilizando projetos imobiliários de vulto por todo o litoral, nomeadamente no Monte Estoril e em S. João do Estoril, que permitiram o nascimento da Riviera de Portugal.
O monarca viria a falecer em Cascais, a 19 de outubro de 1889. Todavia, o interesse pela vila não esmoreceria, razão pela qual D. Carlos aqui sedeou as suas campanhas oceanográficas e D. Maria Pia montou no Monte Estoril um pequeno paço, em que se instalou de 1893 até à implantação da República, em 1910.
Ao rei D. Luís e à rainha D. Maria Pia se deveu a afirmação de Cascais enquanto capital do lazer em Portugal e o seu mais exuberante período de crescimento, a que se dedica esta exposição, organizada pela Fundação D. Luís I, que procura reconstituir os momentos mais simbólicos da sua passagem pelo concelho justapondo bens museológicos, arquivísticos e biblioteconómicos cedidos pelo Arquivo Histórico Municipal de Cascais, Associação Naval de Lisboa, Clube Naval de Lisboa, Fundação D. Luís I, Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães, Museu do Mar Rei D. Carlos I, Museu Nacional do Traje, Palácio Nacional da Ajuda e por colecionadores privados.
AMIGO DA
FUNDAÇÃO




Avaliações
Ainda não existem avaliações.