Começámos com António Ramos Rosa, aquele que disse ESTOU VIVO E ESCREVO SOL. Estamos vivos, as nossas vozes de actores acendem-se com as palavras dos Poetas, gostamos de os dizer, vivemos por entre as palavras deles. Daqueles que inauguraram poéticas como Ramos Rosa ou mais tarde Júdice, daqueles que ainda hoje os continuam como Quintais, daqueles que a morte levou tão cedo e nos fazem falta como Nava. Gostamos de os ler em voz alta, gostamos de ir dedilhando os seus versos, é para isso que nos quisemos actores, vozes para a poesia.
Ao Domingo e à Quarta
Luís Quintais
Em Cascais, o projeto Em Voz Alta, os nossos poetas, resulta da parceria entre a Fundação D. Luís I e os Artistas Unidos, com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, apresentando-se ao público desde 2018. Este ano, devido à atual conjuntura pandémica, chega-nos em formato digital, a partir de 21 de março, Dia Mundial da Poesia, com dois vídeos semanais, ao domingo e à quarta, disponíveis no site e redes sociais da Fundação, e teremos a oportunidade de visitar a obra poética de António Ramos Rosa, Luís Miguel Nava, Luís Quintais, Manuel António Pina e Nuno Júdice.
Eu gosto de ler em voz alta
Jorge Silva Melo
LUÍS QUINTAIS
Luís Quintais (1968) Professor do Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra é poeta e ensaísta. Como poeta, está representado em diversas antologias, e foi traduzido para inglês, alemão, castelhano, francês e croata. Publicou o seu primeiro livro de poesia, A Imprecisa Melancolia, em 1995, tendo-lhe sido atribuído o Prémio Aula de Poesia de Barcelona. Em 1999 publicou Umbria e Lamento. Dois anos depois, lança Verso Antigo e Angst, em 2002. Em 2004 publica Duelo, obra a que foram atribuídos os prémios Luís Miguel Nava - Poesia 2005 e PEN Clube Português de Poesia. Em 2006, retorna à poesia com a obra Canto Onde. Publicou ainda Mais espesso que a água (2008), Riscava a palavra dor no quadro negro (2010), entre inúmeros títulos, num percurso com mais de 20 anos. A coletânea de poesia completa Arrancar Penas a Um Canto de Cisne venceu o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes APE/C.M. de Amarante 2015-2016
veja aqui os poemas
Leitores
CATARINA WALLENSTEIN
Trabalhou com José Nascimento, Gael Morel, Manoel de Oliveira, João Botelho, Artur Araújo, Rúben Alves. Nos Artistas Unidos participou em Não se Brinca com o Amor de Alfred de Musset (2011-12), A Estalajadeira, de Carlo Goldoni (2013), Gata em Telhado de Zinco Quente de Tennessee Williams (2014) e Doce Pássaro da Juventude de Tennessee Williams (2015).
JOÃO MEIRELES
Tem o curso do IFICT (1992). Trabalhou com Luís Varela, Manuel Borralho, Ávila Costa, Adolfo Gutkin, Aldona Skiba-Lickel, José António Pires, o Pogo Teatro e o Teatro Bruto. Integra os Artistas Unidos desde 1995, onde participou, mais recentemente, em Gata em Telhado de Zinco Quente de Tennessee Williams (2014), As Histórias do Senhor Keuner de Bertolt Brecht (2015) e Jogadores de Pau Miró (2016).
JORGE SILVA MELO
Estudou na FLUL e na London Film School. Estagiou com Giorgio Strehler em Milão e com Peter Stein em Berlin. Fundou o Teatro da Cornucópia em 1973. Fundou em 1995 os Artistas Unidos de que é diretor artístico.
LIA GAMA
Estudou na Escola René Simon em Paris. Trabalhou no Teatro Estúdio de Lisboa, no Teatro Experimental de Cascais, na Casa da Comédia, no Teatro da Cornucópia, no TNDMII, entre outros, em peças de Gorki, J. Jourdheuil, Horvath, Jorge Silva Melo, Benjamino Joppolo, Ricardo Pais, Pirandello, Harold Pinter, Joe Orton, Bertolt Brecht, Jean Anouilh, Ustinov, Y. Jamiacque, Racine, G. Lobato,Natália Correia, Genet, Gombrowicz, Shakespeare, Santareno e P. Shaeffer, etc.
LUÍS LUCAS
Estreou-se em 1972 no Teatro da Comuna de que foi um dos membros fundadores. Em França estagiou no Théatre du Soleil e foi assistente de Jean Jourdheuil e Patrice Chéreau. Tem desde então trabalhado com o Teatro da Cornucópia, Osório Mateus, Teatro da Graça, Teatro Nacional D.Maria II e muito frequentemente no cinema com realizadores como João Botelho, José Álvaro Morais, Manoel de Oliveira, Solveig Nordlund, Jorge Silva Melo e Eduardo Geada.
MANUEL WIBORG
Estreou-se no teatro com Amo-te de Abel Neves (enc.: Almeno Gonçalves – Teatro da Cornucópia). Fundou os APA – Actores Produtores Associados para quem dirigiu Universos e Frigoríficos de Jacinto Lucas Pires. Trabalhou também com Jean Jourdheuil, Luís Pais, António Cabrita, Mala Voadora, Companhia de Teatro de Almada e Cortina de Fogo – Teatro Urbano. Na televisão é presença regular desde 1992.
RÚBEN GOMES
É uma presença regular em televisão. No teatro, trabalhou com João Mota, Philippe Leroux e Pedro Marques. Trabalha com os Artistas Unidos desde 2007, tendo ultimamente interpretado O Rio, de Jez Butterworth (2016), O Grande Dia da Batalha, de Máximo Gorki e Jorge Silva Melo (2018) e Vidas Íntimas de Noël Coward (2019).
AMIGO DA
FUNDAÇÃO




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