Centro Cultural de Cascais
Capela
7 Mai » 3 Jul ’22
De terça a domingo
das 10h às 18h
última entrada ás 17h40
No âmbito do tema proposto pelo ICOM para 2022 sobre “O Poder dos Museus” para o Dia Internacional dos Museus (18 de maio), o serviço cultural e educativo apresenta uma exposição que revela a sua prática no contexto de museu/galeria e na relação com o espaço natural (arte e natureza).
Inserida no território da arte, da educação e da cultura, esta mostra apresenta-se no espaço da Capela no Centro cultural de Cascais, e organiza-se em dois momentos para dar a conhecer a valorização do processo (vivência dos públicos em contextos de criação, discussão e encontro nas escolas e/ou instituições, nos museus e no meio natural), e com vista ao desenvolvimento do pensamento crítico e criativo (individual e coletivo).
Do poder da Arte e da Comunidade
O conjunto de saberes e competências da equipa de mediadoras artísticas e culturais resulta de um trabalho contínuo (individual e coletivo) e da construção de laços entre si e com os diferentes públicos. Trata-se de uma equipa multidisciplinar e que, em cooperação, constrói e desenvolve um programa cultural e educativo que resulta dessa complementaridade dos interesses, das intenções e dos saberes partilhados nos domínios: do saber-saber, do saber-fazer e do saber-ser (sentir). Este trabalho de mediação artística e cultural propõe, por isso, situar-se num campo alargado dos vários saberes em função da construção das aprendizagens significativas ao longo da vida na sociedade atual.
Esta prática assenta na metodologia de investigação-ação e na avaliação continua com os públicos. Através da programação em continuidade proporciona-se um espaço privilegiado à participação, à envolvência das comunidades (escolares, institucionais, familiares e entre outras) com vista à discussão e à reflexão sobre as dimensões artísticas, culturais e educativas. A principal intenção deste modus operandi e do programa que dele resulta é a de tornar visível a dimensão cultural do espaço educativo e a dimensão educativa do espaço cultural. Este espaço de intervenção relaciona-se com a cidadania, com a sustentabilidade, com a diversidade. São criadas propostas de trabalho ativo e participativo para o qual são convocados princípios transversais numa visão quiçá mais holística da vivência da Arte e do sujeito, onde trazemos ao centro a ludicidade, a criatividade e a literacia visual.
Através da atividade em continuidade os participantes integram um programa em compromisso individual e coletivo, onde o processo é valorizado e o resultado acontece fruto da vivência integrada, afetiva e significativa. Propõe-se a apresentação de uma seleção de trabalhos resultantes destas ações como exemplos que se situam, justamente, no território das Artes Visuais entre o espaço do museu (galeria) e o espaço natural (land art). Partilham-se aqui algumas das opções que são tomadas e negociadas entre equipa e com os públicos, tomando como ponto de partida a Arte e como ponto de chegada a sua re-significação, Neste papel interventivo no território da mediação artística e cultural será igualmente importante trazer o impacto pandémico no trabalho com os públicos, e no questionamento sobre o lugar da mediação – entre o presencial e o digital – e as adaptações que surgiram desde 2020 até hoje. Adaptações essas que passam também a integrar a prática regular, diária, e que permitem incluirmos mais públicos noutros contextos (à distância).
O ENVOLVE-TE Programa Cultural e Educativo surge assim, e desde 2015, como o contributo para o alargamento do território da ação educativa em contexto não formal, através do diálogo e da partilha de experiências de todos e para todos. Em contexto de Museu ou através dos Espaços Verdes (nesta relação entre a Arte e a Natureza), o programa (e a sua equipa) promove o encontro e o diálogo entre públicos, artistas e mediadores culturais; procura envolver e transformar questões no âmbito da educação, da cultura, da arte contemporânea, do património, da paisagem/ambiente e da ciência/investigação.
Patentes nesta exposição estão os “Projetos com a Comunidade” e as “Atividades em Continuidade” que assinalam o ano letivo 2021/2022, e que contribuem para esta reflexão sobre o entendimento do tema “O Poder dos Museus”.
Atividades em Continuidade
As ações em continuidade – destinadas a grupos organizados ou para público em geral – prevê uma calendarização antecipada com o serviço cultural e educativo, com base na programação regular pré-existente de cada espaço. A prática da mediação artística e cultural mantem-se no domínio da vivência da obra de arte, também numa vertente de formação e de sensibilização dos públicos (crianças, jovens e docentes).
Continuidades no Centro Cultural de Cascais | Centro Cultural de Cascais – EB/JI de Alvide | EB/JI Professor Manuel Gaião | ES de Cascais | EBS Frei Gonçalo de Azevedo
Projeto Cultural de Escola | Centro Cultural de Cascais – Agrupamento de Escolas Ibn Mucana (Programa Cultural de Escola através do Plano Nacional da Artes, em parceria com a Fundação D. Luís)
Linhas Indeléveis | Ateliês de expressão plásticas com cianotipia, desenho e têxtil como linguagem comum e de aproximação de dois espaços culturais. – Casa das Histórias Paula Rego e Centro Cultural de Cascais | ARIA de Cascais e Adultos (participações a título individual)
Desenhos de agulha e papel | Ateliês de expressão com têxtil que exploram a relação com o processo criativo e obra de Paula Rego – Casa das Histórias Paula Rego | Adultos (participações a título individual)
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