Em Março de 2017, a Fundação D. Luís I cumpriu vinte anos de actividade. Uma actividade intensa e ambiciosa desde o início, centrando nas Belas Artes o maior empenho das suas capacidades e dos seus sonhos. Cascais começou então a exibir, regularmente, inúmeras exposições de pintura, escultura, porcelana, desenho, fotografia. Mas não foi só nas Belas Artes que a capacidade de iniciativa e de mobilização da Fundação deu excelentes frutos: também se «aventurou» a experimentar outros caminhos e novos percursos, criando na Vila de Cascais espaços de debate e confronto de ideias, sendo de recordar, por exemplo, o ciclo de encontros com autores portugueses intitulado Escritores no Pátio.
A coordenação deste ciclo de «Conversas do Bairro» é assumida pelos Professores Ana Paula Menino e Mário Avelar,a quem publicamente agradecemos todo o seu empenho e amizade.
HISTÓRIA, POLÍTICA E ARTES
HISTÓRIA
Comissária: Ana Paula Menino
POLÍTICA E ARTES
Comissário: Mário Avelar
NO REINO DE CAMELOT: NOS CEM ANOS DO NASCIMENTO DE JOHN F. KENNEDY
conversa entre Howard Wolf, Mário Avelar e Salvato Teles de Menezes
Museu Conde Castro Guimarães | 17 de Fevereiro ’17 – 21:30h
Cem anos após o nascimento de John F. Kennedy, e sensivelmente cinquenta após a sua morte, a auréola mítica que o envolve está longe de se desvanecer. Camelot, reminiscência do rei Artur das fábulas, é um termo que muitas vezes tem sido associado ao mandato de JFK, com o glamour que, qual Guinevere, lhe trouxe a figura da primeira-dama, Jackie, responsável pela abertura do Casa Branca ao universo artístico e intelectual.
De que modo o legado de Kennedy pode estar ainda presente na América de hoje, e qual o papel dos intelectuais nos tempos que se avizinham, será o mote para esta conversa com Howard Wolf, Professor Emérito do Departamento de Literatura da Universidade de Buffalo, Mário Avelar, Professor Catedrático na área de Estudos Ingleses e Americanos e Salvato Teles Menezes, Presidente do Conselho Directivo da Fundação D. Luis I.
RAÚL LINO E A CASA DE SANTA MARIA OU UM POSSÍVEL ARQUITETAR DE CASAS SIMPLES…
conversa entre João Miguel Henriques e Fernando António Baptista Pereira
Casa de Santa Maria | 4 de Março ’17 _ 17:00h
Fernando António Baptista Pereira e João Miguel Henriques participam num debate, moderado por Ana Paula Menino, no espaço da Casa de Santa Maria, sobre a obra do seu arquiteto, Raúl Lino, e a sua conceção do possível arquitetar de casas simples, subtítulo colhido da sua obra Casas Portuguesas.
Para além da troca de ideias em torno das perspetivas deste arquiteto face à integração harmónica do edificado no espaço natural, aliando o moderno à memória de passado, abordar-se-á também o modo como a arquitetura de veraneio participou da criação de uma identidade urbana, a de uma Cascais dos finais do século XIX, inícios do século XX.RAÚL LINO E A CASA DE SANTA MARIA OU UM POSSÍVEL ARQUITETAR DE CASAS SIMPLES…
conversa entre João Miguel Henriques e Fernando António Baptista Pereira
Casa de Santa Maria | 4 de Março ’17 _ 17:00h
Fernando António Baptista Pereira e João Miguel Henriques participam num debate, moderado por Ana Paula Menino, no espaço da Casa de Santa Maria, sobre a obra do seu arquiteto, Raúl Lino, e a sua conceção do possível arquitetar de casas simples, subtítulo colhido da sua obra Casas Portuguesas.
Para além da troca de ideias em torno das perspetivas deste arquiteto face à integração harmónica do edificado no espaço natural, aliando o moderno à memória de passado, abordar-se-á também o modo como a arquitetura de veraneio participou da criação de uma identidade urbana, a de uma Cascais dos finais do século XIX, inícios do século XX.
MARTINHO LUTERO: 500 ANOS DEPOIS
conversa entre Pastor Tiago Cavaco e António Camões Gouveia
Museu Condes de Castro Guimarães | 9 de Junho _ 21:00h
A 31 de Outubro de 1517 frei Martinho Lutero publicou as suas 95 teses, cuja tradição evoca como tendo sido afixadas na porta lateral da igreja de Wittemberg. Este momento de acusação à prática da venda de indulgências repercute-se ao longo dos últimos 500 anos.
As disputas sobre um novo tempo, o de ruturas religiosas, devem ser revisitadas, pois os debates em torno da responsabilidade do individuo e do papel do livre-arbítrio são ainda nucleares nos nossos dias. É através do diálogo entre Tiago Cavaco e António Camões Gouveia, moderado por Ana Paula Menino que, no dia 9 de junho às 21h30, no Museu Condes de Castro Guimarães, estas e outras questões serão vivamente, estamos certos, debatidas.
A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO: UMA REVOLUÇÃO ESTÉTICA NO CINEMA E NAS ARTES
conversa entre Salvato Teles de Menezes, Mário Avelar e António Cunha
Auditório Maria de Jesus Barroso | Casa das Histórias Paula Rego | 29 de Junho _ 21.30h
Assinala-se este ano o centenário de um evento que a História haveria de recordar como Revolução de Outubro. Ora, a tomada de poder pelos bolcheviques ocorreu num arco temporal de profunda revolução estética, da literatura ao cinema, da pintura às artes da música, que a História da Arte atribuiria a designação de Modernismo. É exatamente essa a dimensão que a 4ª sessão das Conversas do Bairro irá abordar através de uma análise das estratégias estéticas que vários artistas russos então desenvolveram, nomeadamente a nível das artes visuais – da pintura futurista ao cinema de Eisenstein -, para assim participarem de uma subversão radical da ordem estabelecida e da tradição.
DIÁLOGO EM TORNO DE UM FIM DA HISTÓRIA
Conversa entre António Borges e Ana Paula Menino
Museu Condes de Castro Guimarães | 30 Setembro ’17
Em 1992 Francis Fukuyama publicou O Fim da História e o último homem, obra onde se questionava sobre o papel da História e do Homem neste final de século. Apesar de toda a controvérsia gerada, esta não foi uma preocupação original, pois ela tem sempre acompanhado os historiadores ao longo dos séculos. Com o objectivo de dialogar sobre a importância do conhecimento do nosso passado comum, e do papel que os historiadores podem assumir neste âmbito, pelas 18:30 h do próximo dia 30 de Setembro, o Museu Condes de Castro Guimarães acolherá um “Diálogo em torno de um Fim da História…” entre António Borges Coelho e Ana Paula Menino Avelar.
O ROMANCE CONTEMPORÂNEO NO CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES DE FÁTIMA
conversa entre José Luís Peixoto, José Tolentino Mendonça e Mário Avelar, moderada pelo sociólogo Alfredo Teixeira
Auditório do Centro Cultural de Cascais | 29 de Setembro ´17
Cem anos passados sobre os acontecimentos da Cova da Iria, a Fundação Dom Luís I promove uma conversa sobre os seus eventuais ecos em diferentes formas de expressão artística, da literatura ao cinema, da música às artes visuais, na qual intervirão o sacerdote, poeta e Vice-Reitor da Universidade Católica, José Tolentino Mendonça, o antropólogo e Director do Instituto Universitário de Ciências Religiosas daquela instituição Alfredo Teixeira, e o Professor Mário Avelar, coordenador da recém-criada Cátedra Cascais Interartes.
AMIGO DA
FUNDAÇÃO




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