Casa Duarte Pinto Coelho
Exposição Permanente
De terça a domingo,
10h às13h e das 14h às 18h
Última entrada: 17h45
A Fundação D. Luís I, com o apoio da Câmara Municipal de Cascais e da Fundação Duques de Soria de Ciencia y Cultura Hispánica, reúne pela primeira vez numa única exposição peças de diversas temáticas das coleções do reconhecido decorador e colecionador português Duarte Pinto Coelho. A mostra ficará patente a partir de 10 de maio, na Casa Duarte Pinto Coelho (ao Museu Conde de Castro Guimarães), situada em pleno Bairro dos Museus de Cascais. A entrada é gratuita.
Coleções Duarte Pinto Coelho
As Coleções Duarte Pinto Coelho são compostas por cinco núcleos de um vasto conjunto de peças datadas entre os séculos XVII e XX e oriundas de países como Espanha, Itália, Inglaterra, Holanda, Japão ou França. Foi sendo constituída ao longo de várias décadas e destaca-se pela variedade, qualidade, quantidade e gosto estético e apurado do decorador português.
Marqueterie, entre os séculos XVII e XIX | É uma arte muito antiga de embelezamento de mobiliário e objetos, com base em incrustações de pedras preciosas, embutidos e pequenos arranjos em que se combinam, minuciosamente, diversos elementos decorativos.
Vulcões Napolitanos, entre os séculos XVIII e XX | A tradição do guache e do óleo na representação de paisagens da área napolitana – dominada pela imponência do Vesúvio – remonta ao século XVIII. Duarte Pinto Coelho começou a colecionar pintura sobre vulcões napolitanos no final dos anos 50 do século XX. Estas obras fixaram para a posteridade, de forma exuberante, momentos de angústia, mas também de assinalável expressão plástica.
Paramentos Litúrgicos, entre os séculos XVIII e XX | Peças têxteis que atravessaram séculos, épocas e momentos litúrgicos. Homem devoto, Duarte Pinto Coelho investiu na aquisição de paramentos históricos para a decoração da capela particular da sua moradia, em Trujillo, província de Cáceres, recriando a dignidade do espaço e do culto nele praticado. As suas escolhas incidiram em peças ao gosto barroco, coincidente com o período de triunfo da igreja católica romana.
Lavores das Freiras, século XIX | É um conjunto de peças que contribuem para o reconhecimento do importante valor antropológico, etnográfico e documental do legado dos objetos devocionais. Destacam-se os motivos florais simbolicamente patentes em muitos destes apetrechos devocionais, a maioria dos quais provenientes dos chamados lavores de freiras. Com esta coleção, Duarte Pinto Coelho, homem contemporâneo de interesses sociais, culturais, estéticos e religiosos, viria a contribuir para a não condenação ao esquecimento desta memória socio-religiosa do século XIX.
Vidros Pintados do Salão Vermelho | As temáticas abordadas dividem-se em cópias de estampas ocidentais, reproduzidas com grande perícia, e as variadas do léxico decorativo chinês como batalhas, paisagens e cenas do quotidiano.
As coleções Marqueterie, Vulcões Napolitanos, Paramentos Litúrgicos e Vidros da China ficarão sucessivamente disponíveis para visita na Casa Duarte Pinto Coelho, com uma programação gerida pela Fundação D. Luís I.
Duarte Maria Egas de Avillez Pinto Coelho [1923-2010] | Nasceu em Cascais. Estudou Direito com o objetivo de seguir uma carreira diplomática, mas viria a desenvolver o gosto pela decoração e pelo colecionismo em países africanos e árabes, nos Estados Unidos, em França e em Espanha. Depois de passar larga temporada em Paris no pós-guerra, em 1955 chegou a Madrid, onde ganhou uma nomeada reputação de decorador. Além de uma atividade principal, encontrou no colecionismo o segredo para dar asas à vocação que até ao fim preencheu a sua curiosidade intelectual, podendo dizer-se ter sido nesta vertente que a ligação à terra-mãe mais exuberantemente se manifestou.
AMIGO DA
FUNDAÇÃO



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