Centro Cultural de Cascais,
Piso 1
27 fev > 3 mai ’26
De terça a domingo
das 10h às 18h
última entrada ás 17h40
No centenário do nascimento de Marilyn Monroe, grandes museus e instituições culturais um pouco por todo o mundo preparam projetos dedicados ao seu legado. O mesmo ano marca sete décadas do lançamento do primeiro álbum de Elvis Presley, “Elvis Presley”, e do seu primeiro filme, “Love Me Tender”, além das históricas aparições na televisão. Cascais responde a este duplo momento com uma proposta singular, reunindo as fotografias que André de Dienes e Alfred Wertheimer fizeram aos dois ícones num momento de confiança irrepetível, antes que a fama os tornasse intocáveis: uma cápsula do tempo captada no limiar entre o anonimato e o estrelato.
Becoming MARILYN & Becoming ELVIS
FOTOGRAFIAS DA COLEÇÃO MUUS
A mostra reúne dois núcleos distintos mas complementares. “Becoming Marilyn” recupera as imagens que André de Dienes (1913-1985) criou ao longo de uma década em torno de Norma Jeane Baker: desde o encontro fulminante em novembro de 1945, quando ela tinha apenas 19 anos e era uma modelo completamente desconhecida, ainda antes do cabelo loiro platinado e do mito que viria a ser, até às sessões noturnas dos anos de insónia e depressão, em que a vulnerabilidade é palpável. As imagens acompanham a metamorfose da jovem Norma Jeane em Marilyn Monroe, a estrela mais fotografada do mundo.
“Becoming Elvis” reconstrói, através das lentes de Alfred Wertheimer (1929-2014), duas semanas na vida de um jovem de 21 anos chamado Elvis Presley: as viagens entre Memphis e Nova Iorque, os encontros românticos e os bastidores das primeiras aparições televisivas no Stage Show. Apesar da velocidade vertiginosa da sua ascensão, Wertheimer conseguiu captar naqueles dias mais de 2500 fotografias de uma intimidade rara e única, um retrato humano que a fama tornaria impossível poucos meses depois.
MUUS Collection
Uma coleção de fotografia americana do século XX que preserva, investiga e revela obras dos arquivos à sua guarda. A MUUS Collection transforma arquivos ao organizá-los e interpretá-los, incentivando o seu estudo e dando a conhecer o trabalho dos seus fotógrafos através de publicações, exposições e parcerias estratégicas.
ALFRED WERTHEIMER
(1929-2014)
Alfred Wertheimer foi um fotógrafo norte-americano conhecido pelo seu papel determinante no desenvolvimento da fotografia do rock and roll. Nascido em Coburg, na Alemanha, Wertheimer e família refugiaram-se em Brooklyn em 1936, fugindo da perseguição nazi. Wertheimer fez a sua formação na Haaren High School em 1947 e, mais tarde, na Cooper Union’s School of Art em 1951, onde se licenciou em design publicitário. Após entrar para o exército em 1952, Wertheimer, inicialmente fotógrafo freelance, tornou-se fotógrafo oficial do Exército.
Após deixar o Exército, enquanto continuava a trabalhar como fotógrafo independente, Wertheimer foi abordado por RCA Victor para fotografar um jovem talentoso e promissor chamado Elvis Presley. Passaram juntos as semanas seguintes, viajando entre Memphis e Nova Iorque, e Wertheimer captou a vida de Elvis com um olhar sem filtros, desde viagens de comboio a encontros românticos, culminando em algumas das imagens mais icónicas da vida de Elvis, incluindo O Beijo.
O conceito de intimidade era fundamental para Wertheimer. “O que descobri foi que as pessoas tendem a ser mais elas próprias quanto mais escuro for o local”, afirmou certa vez. Recorria àquilo a que chamou “escuridão acessível” como forma de revelar o íntimo das pessoas que retratava. Esta técnica foi-lhe útil não só com Elvis, mas também com outras personalidades como Nina Simone, Lena Horne e Eleanor Roosevelt. Com um olhar perspicaz e uma intimidade excecional com aqueles que retratava, Wertheimer deixou um legado duradouro, documentando momentos cruciais da história americana — desde a campanha eleitoral de John F. Kennedy em 1960, aos campos de treino no Vietname e a Daddy Grace em Harlem.
ANDRÉ DE DIENES
(1913-1985)
André de Dienes foi um fotógrafo americano de origem húngara que se tornou famoso pelas suas fotografias intimistas de Marilyn Monroe, com quem colaborou durante mais de uma década, captando a transformação de Norma Jeane Baker na estrela sedutora em que se tornou. Nascido Andor György Ikafalvi-Dienes na Hungria, emigrou para Paris em 1933, onde começou a criar fotografia de moda para costureiros; alguns anos mais tarde, foi viver para Nova Iorque, publicando frequentemente nas revistas Vogue, Esquire e Life. A passagem por Paris expô-lo à influência do surrealismo, cujos temas se entrelaçariam no seu trabalho após ir viver para a Califórnia.
Foi na Califórnia que conheceu Monroe, bem como uma série de outras estrelas, incluindo Fred Astaire, Elizabeth Taylor, Marlon Brando e Ingrid Bergman. Para além do trabalho em Hollywood, de Dienes fotografou paisagens e tribos nativas americanas; foi também pioneiro em técnicas experimentais de câmara escura, incluindo distorções surrealistas, o que lhe valeu o reconhecimento em prestigiadas publicações de fotografia.
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