«Se o programa Povo que Canta mostrou a face desconhecida das tradições musicais portuguesas, também mostrou esse Portugal apócrifo, onde a carrinha de filmagens se atolava nos caminhos de lama ou onde podíamos ver os camponeses a trabalhar sem descanso; longe do país idílico e solar, da ilha de paz e imutabilidade no meio da modernidade que o salazarismo vendia ao estrangeiro em campanhas de turismo. Povo que Canta tornou-se não só um documento etnomusical como também um documento social…» Miguel Magalhães In Michel Giacometti: a voz pelos caminhos da tradição, Plural, 2015

