Conferência: Programabilidade e Criação
Tomando como mote a obra de Ana Hatherly e o lugar que nela ocupa o conceito de ‘programa’, este evento teve como objectivo reunir e cruzar perspectivas distintas sobre a produtividade dos mecanismos criativos associados à exploração de regras e da aleatoriedade no contexto da criação e da experiência estética. Da poesia visual às estéticas algorítmicas, da música à performance, a interdisciplinaridade que caracterizou esta iniciativa permitiu estabelecer diálogos sobre as relações entre processualidade e criatividade, prestando homenagem a um nome maior na literatura e na arte portuguesas, Ana Hatherly, cuja obra continuará a abrir caminhos e a reinventar o jogo dos signos.
Organizada pela Doutora Ana Marques, bolseira da Cátedra Cascais Interartes, sob coordenação geral do ProfessorMário Avelar.
Programa
Auditório Centro Cultural de Cascais
29 Jun ’19
10h00 Boas Vindas
Mário Avelar | Ana Marques | Salvato Teles de Menezes
Sessão 1: LINGUAGEM
10h10 (Conferência Plenária) Manuel Portela
TOC TIC! TOCTOC! TAC! PLOCK: Analógico, Anagramático, Anagramatológico
10h40 Teresa Projecto | A palavra aberta
10h55 Bruno Ministro | Ana Hatherly, poeta conceptual ras[ur]ante
11h10 Deolinda Adão | A vertigem da Palavra: Conflitos semântico-simbólicos na tradução de Ana Hatherly
11h25 Dalila Milheiro | O Experimentalismo Plural de Ana Hatherly
11h40 Discussão
Sessão 2: PERFORMANCE
12h10 Anabela Duarte | “No grande espaço é sempre noite” (1965) – a matéria frenética de Ana Hatherly: Leitura comentada de um poema verbivocovisual
12h25 Sandra Guerreiro Dias | ‘Silhueta negra (em contra-luz)’: Ana Hatherly e a A confissão de Mariana
12h40 Isabel Nogueira | Ana Hatherly e o experimentalismo em Portugal: nos 50 anos do Encontro no Guincho (1969)
12h55 José Valente e Marta Bernardes | A maldade semântica abre a boca: Uma performance comentada
13h10 Discussão
Sessão 3: CÓDIGO
14h45 Miguel Carvalhais | Ler computação
15h00 Ricardo Guerreiro A fixação do som generativo: da performação musical enquanto representação construída
15h15 Fabrício Fava | Os três prismas processuais do ato criativo do designer
15h30 Patrícia Reina e Thales Estefani | Texto-objeto-feijão-mágico: O duplo processo de metaleitura da palavra programada
15h45 Diogo Marques | Linhas Programáticas para uma Potencial Poética do Algoritmo
16h00 Discussão
Sessão 4: IMAGEM
16h30 Fernando Aguiar | A obra visual de Ana Hatherly
16h45 Golgona Anghel | A Cidade Queimada (Mário Cesariny): um programa de espelhar enigmas.
17h00 Camila Mangueira | Tecnologias da criatividade?
Pensar o processual no contexto das imagens técnicas
17h15 Tiago Santos | A re/configuração da leitura em/ (na poesia) de Augusto de Campos
17h30 Discussão
17h50 Rita Novas Miranda | Apresentação do site “Mãos Oblíquas”
No dia 4 de Maio, o Centro Cultural de Cascais acolheu a projecção do documentário Ana Hatherly: A Mão Inteligente, da autoria de Luís Alves Matos. Esta actividade que decorreu no âmbito da Bolsa Ana Hatherly: Programabilidade e Criação, atribuída à Doutora Ana Marques, contou com a presença do realizador, tendo-se seguido uma troca de impressões sobre o processo que esteve na base da elaboração desta obra, nomeadamente a forma intensa como Ana Hatherley dialogou com diferentes estéticas visuais.
Ana Hatherly – A Mão Inteligente (2003) | Documentário, 50 min.
Um documentário que percorre 40 anos da obra visual de Ana Hatherly, que abrange a poesia experimental, a pintura, o desenho e o cinema. Neste filme, a artista revisita o seu próprio percurso criativo. Realização: Luís Alves de Matos
AMIGO DA
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