Centro Cultural de Cascais
Piso 0
1 Out a 29 Jan ’23
De terça a domingo
das 10h às 18h
última entrada ás 17h40
Maria Velez
Uma homenagem à vida
Em 1962 foi pela 1ª vez à Bienal de Veneza, tendo ficado fortemente impressionada pelas colagens de Rauschenberg, já que, justamente nessa altura, andava a explorar as linhas de Picasso, Braque e Juan Gris. A técnica dos relacionamentos pictóricos do cubismo, adicionada às colagens e à abstração, abriram caminho e marcaram a direção de desenvolvimento do seu trabalho.
Foram as suas influências culturais mais próximas que trouxeram os temas e os detalhes: as origens dos seus pais – o Minho, com a sua carga religiosa, mais erudita, e o Alentejo, de agricultores e sabedoria popular — e toda a expressão artística feminina, como os barros da Rosa Ramalho, os de Estremoz, as rendas de bilros e os objetos do seu quotidiano. Explorou as vivências e as memórias que levava guardadas no coração: a família, os lugares, os registos de viagens, os primeiros desenhos das filhas e depois dos netos, os verões na praia e o mar de que tanto gostava.
Foi desta forma que, explorando a pintura de uma forma mais abstrata, nunca deixou de contar a sua história. Cada quadro tem uma narrativa, uma viagem a um tempo de emoções e recordações, uma relação entre as suas memórias, os objetos que lhe eram queridos e as ideias que defendia. São estes temas, materializados em pinceladas delicadas e intencionais, planos intersetados que andam para cá e para lá, e linhas voadoras a completar e agarrar a composição, que caracterizam a sua pintura
Na evolução do seu trabalho, a sua expressão plástica foi-se tornando mais madura, mais solta, mais rica. Esta exposição apresenta uma coleção de pintura que concentra todo o conhecimento adquirido na sua vida de trabalho. Uma explosão de emoções, uma intensidade de luz e cor, uma mestria e um domínio singular do seu ofício. Uma homenagem à vida.
AMIGO DA
FUNDAÇÃO




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