Centro Cultural de Cascais,
Piso 0
3 Mai » 31 Ago ’25
De terça a domingo
das 10h às 18h
última entrada ás 17h40
Areal(3) no Centro Cultural de Cascais
A imaginação e as mais diversas vivências conspiram, grande parte das vezes, para criar e fazer erguer uma obra que, em linha de pensamento e de conhecimento artísticos, se junta a outras para em conjunto serem apresentadas à fruição do público.
Habitualmente, quando as exposições se instalam, estão subordinadas a uma temática ou uma expressão artística, criando entre si uma história ou uma linha condutora para a transmissão de mensagens ou de histórias que são interpretadas pelas sensibilidades de quem as vê, cumprindo o objetivo da criação artística.
A mostra que apresentamos no Centro Cultural de Cascais ultrapassa todos esses aspetos. Surge-nos também ligada a um apelido incontornável da Arte nacional: Areal. É um valor geracional de uma família que há muito nos habituou a viver a Arte e o esplendor da criatividade, seja qual for a temática ou o suporte em que nos chegam as suas mais diversas manifestações artísticas.
Areal3 revela-nos a junção de três abordagens criativas com uma ligação biológica – António Areal, que é pai de Sofia Areal, que por sua vez é mãe de Martim Brion – exibindo pintura, escultura, fotografia, cerâmica, escrita e têxteis, entre outras técnicas.
Esta exibição eclética simboliza, primordialmente, a vida de quem vai crescendo a observar a mestria dos mais experientes para vincar uma identidade, reforçando-a com estilos dispares de cada autor, influenciados e unidos por laços de sangue.
É com grande orgulho que, em Cascais, recebemos e reunimos numa única exposição os trabalhos de três gerações da mesma família, unida pela missão rigorosa de interpretar Cultura e Arte criando obras para vários públicos têm sentido e apreciado ao longos dos anos.
Carlos Carreiras
Presidente da Câmara Municipal de Cascais
ANTÓNIO AREAL . MARTIM BRION . SOFIA AREAL
Areal (3)
NADA COM SEM PROPÓSITO
Esta exposição é uma confluência de três abordagens diferentes à cor, à linha, ao tema e, em última análise, à arte. A única ligação é familiar. Ou será? A influência é clara, há uma ligação biológica e, para além disso, há um peso artístico. Este peso tem um efeito combinado. Sofia Areal cresceu, entre outras influências, à volta da arte e do processo artístico do pai, Martim Brion cresceu entre o trabalho do avô e da mãe e acompanhou esse mesmo processo artístico.
Poder-se-ia dizer que Brion é quem terá tido mais sorte, devido à quantidade e qualidade das influências, e há algo de verdadeiro nisto, mas pode-se também argumentar que é apenas diferente, uma realidade diferente. Assim, temos três realidades diferentes, duas vivas e uma herdada. É destas realidades confluentes que trata esta exposição. A forma como estes três artistas olham o mundo, projectando-o e tornando-o visível nas suas obras, através de vários meios e técnicas: pintura, desenho, escultura, fotografia, escrita, cerâmica, têxteis, entre outros.
Esperamos que esta exposição que apresenta uma visão destas três gerações de artistas da mesma família, um caso invulgar, seja algo que proporcione uma quarta perspetiva distinta, a do espetador, que pode estar familiarizado com algumas das obras ou artistas apresentados, mas não com todos e provavelmente menos com as suas ligações e desconexões.
Martim Brion
Munique, 2025
AMIGO DA
FUNDAÇÃO




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