Inauguradas, sob coordenação da escritora e crítica literária Filipa Melo, com a residência de Olivier Rolin, em 2018, acolheram em seguida o romancista norte-americano Michael Cunningham (maio a julho de 2019), o romancista inglês Jonathan Coe (outubro a dezembro de 2019), o romancista espanhol Javier Cercas (junho a julho 2021), a romancista brasileira Nara Vidal (novembro 2021), o romancista italiano Sandro Veronesi (abril 2022), o poeta húngaro András Petöcz (outubro 2022), a ensaísta norte-americana Noura Erakat (junho a julho de 2023), a escritora e jornalista franco-marroquina Leïla Slimani (outubro de 2023), a romancista e ensaísta francesa Anne Akrich (janeiro a fevereiro de 2024), o jornalista e escritor bósnio Velibor Čolić (outubro e novembro de 2024) e o escritor, poeta e professor Will Eaves (maio e junho de 2025) .
Reconhecido internacionalmente, este programa de residências literárias distingue-se por hospedar autores(as) consagrados de todos os géneros e de todo o mundo, permitindo-lhes mergulhar num ambiente de refúgio propício para relaxar e criar novos trabalhos, bem como contactar de forma privilegiada com Portugal e a cultura portuguesa. Os autores(as) ficam hospedados(as) no hotel Pestana Cidadela Cascais/Pousada Art District (parceiro do programa), idealmente localizado para o envolvimento com a comunidade cascalense.
A escritora índigena maori Shilo Kino já está em Cascais, onde trabalhará e residirá até dezembro, no âmbito do Programa de Residências Internacionais de Escrita Fundação Dom Luís I.
O seu romance de estreia, The Pōrangi Boy, venceu o prémio de Livro do Ano para Jovens Adultos nos New Zealand Book Awards 2021. Baseado numa história verídica sobre uma pequena comunidade que luta para impedir a construção de uma prisão em terras sagradas maori, integra o currículo atual de Inglês em escolas de todo o país.
O seu segundo livro, de ficção para adultos, All That We Know (2024), distinguiu-se com o primeiro lugar na tabela de bestsellers dos Livreiros da Nova Zelândia e foi pré-selecionado para os Ockham New Zealand Book Awards de 2025. O romance explora a identidade, a revitalização da língua e a experiência maori e questões sociopolíticas contemporâneas e recebeu críticas elogiosas. entre outros, no Newsroom, The Spinoff, NZ Listener e North & South.

