Por Onde Andamos
A Biblioteca Móvel Cascais volta ao convívio dos seus leitores disponibilizando os serviços:
Às terças-feiras (durante os meses de julho e agosto)
- QUINTA DO PISÃO: entre as 14h00 e as 16h00.
Todos os sábados - CARCAVELOS: PARQUE QUINTA DA ALAGOA, entre as 10h00 e as 13h00.
- S. JOÃO DO ESTORIL: PARQUE URBANO QUINTA DA CARREIRA, entre as 15h00 e as 17h00.
BIBLIOTECA MÓVEL CASCAIS
Livros Que Andam Regresam a Cascais
A primeira experiência de biblioteca itinerante foi introduzida (1942) em Braga por Vítor de Sá, facto que certamente influenciou o Conservador-Bibliotecário do Museu Biblioteca Condes de Castro Guimarães, o escritor Branquinho da Fonseca, quando tomou a decisão de, em 1953, fazer circular um carro-biblioteca pelas escolas do Concelho de Cascais e pelos lugares mais centrais da vila. Usando o seu próprio automóvel para que um atrelado improvisado (que ele próprio concebeu) pudesse percorrer as ruas e estradas do Concelho, a Biblioteca Móvel, como então se designava, levava livros aos que, por uma ou outra razão, não podiam aceder a bibliotecas ou comprar livros. E quando a carrinha parava no largo o povo corria a recebêla com enorme alegria, sendo provavelmente entre os mais jovens que se sentia o maior entusiasmo.
Este sonho de Branquinho da Fonseca foi um êxito enorme. Um êxito tão grande que cinco anos mais tarde, em 1958, a Fundação Calouste Gulbenkian adoptou a prática de Cascais, tendo Azeredo Perdigão criado um Serviço de Bibliotecas Itinerantes que, com uma frota constituída por largas dezenas de icónicas furgonetas Citroën HY, levou os livros e a leitura às vilas e aldeias de todo o País. De forma natural, Branquinho da Fonseca foi convidado para dirigir essa operação cultural e educativa. A visão de Branquinho da Fonseca tinha um
objectivo claro: o de promover e desenvolver o gosto pela leitura e contribuir, assim, para elevar o nível cultural dos cidadãos em geral e das crianças e jovens em particular. Visava também chegar aos com menor acesso à educação e à cultura, habitando as povoações mais pobres, mais isoladas e muito mal servidas de transportes. Praticava o livre acesso às estantes e ao manuseamento dos livros, exercia o empréstimo domiciliário e garantia um serviço inteiramente gratuito que se estendia a todas as faixas etárias.
Durante cerca de 20 anos, os sucessivos Conservadores do Museu Biblioteca Condes de Castro Guimarães, que sucederam a Branquinho da Fonseca (Gilberto António de Andrade, Maria Alice Beaumont e Maria José Rego de Sousa) deram continuidade ao conceito da Biblioteca Móvel até 1983, ano em que o serviço foi interrompido.
Só em 1988 se retoma o projeto passando a denominar-se Biblioteca Itinerante da Câmara Municipal de Cascais.
Na década seguinte a biblioteca cresceu e realizava dois circuitos: escolas, durante a semana e localidades ao fim de semana, tendo terminado por volta do final do século XX, tendo sido integrada na Rede Municipal de Bibliotecas de Cascais.
AMIGO DA
FUNDAÇÃO



