De Homero à Bíblia, desde as suas origens mais remotas, a cultura ocidental é marcada pela presença do texto. Foram assim muitas as obras que resistiram à passagem do tempo e que deram corpo a um cânone ao qual amiúde nos referimos como "clássicos". É sobre essas Grandes Obras da Cultura Ocidental que a Cátedra Cascais Interartes concebeu um ciclo-seminário permanente para o qual convidou reputados especialistas que nos irão ajudar a compreender melhor a razão pelas quais determinados textos conseguiram integrar o nosso tecido cultural comum.

Grandes Obras da Literatura Universal

8 Jan ’22 às 17h

Júlio César de Shakespeare, por Miguel Ramalhete Gomes

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Um viajante suíço que dava pelo nome de Tomas Platter, assistiu à representação de Júlio César e registou da seguinte forma o evento: “... depois do almoço, por volta das duas horas, atravessei o rio com o meu grupo e vi a tragédia do primeiro imperador Júlio César muito bem representada numa casa com o telhado coberto de colmo, com cerca de quinze personagens. ... [no final da peça] como era hábito, dançaram com extrema elegância em conjunto, em pares, vestidos de homens e de mulheres.” O sucesso terá sido tal que, seis meses mais tarde, a companhia instalada no Rosa decidiu partir para a outra margem do rio, onde ergueram um novo teatro, o Fortuna.

Docente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,

Miguel Ramalhete Gomes tem como principais áreas de investigação o drama moderno inglês e o drama contemporâneo alemão, assim como os estudos irlandeses e os estudos sobre a Utopia.

Trabalha actualmente num livro sobre William Shakespeare e na tradução da parte 3 da peça Henrique VI, deste mesmo dramaturgo.

Júlio César de Shakespeare, por Miguel Ramalhete Gomes

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