Mar: Um Desígnio e Portugal, Atlântico Moreno
II Ciclo de Conferências Concerto: D. Luis de Portugal
II Ciclo de Conferências Concerto
“…da minha língua vejo o Mar…”
Se estas brevíssimas palavras de Virgílio Ferreira poderiam ter sido proferidas por vários dos monarcas e grandes homens que marcaram a História de Portugal e que nunca esquecemos, como D. Afonso Henriques, D. Dinis e, de uma forma geral, os que decoraram a dinastia de Avis, engalanando a epopeia dos Descobrimentos de triunfos e glórias; quase que as ouvimos sibilar nos lábios do nosso antepenúltimo Rei, D. Luís I. Este monarca, que o tempo de hoje nos permite resgatar da memória escondida da História, já com
o distanciamento necessário das emoções quentes que perduraram dos primeiros avanços do republicanismo, foi um homem do Mar, desse Mar que nos serve de bandeira e desígnio no século XXI; foi um homem que compreendeu que a arte e a cultura constituem a moldura de qualquer empreitada humana, alma do engenho e da ambição de querer ir mais longe, ponte que estreita qualquer oceano, que esbate a diferença porquanto a assume como parte integrante de qualquer produção humana. Assumindo plenamente esta riqueza ambivalente, a única que nos pode alavancar em tempos em que empreendedorismo, resiliência e interculturalidade são as bandeiras hasteadas na viagem rumo ao desenvolvimento, o Projeto “D. Luís de Portugal, Perspetivas” não poderia deixar de contemplar dois Ciclos de Conferências demonstrativas deste sentir, afinal, tão atual.
Mar: Um Desígnio e Portugal, Atlântico Moreno
“Às vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.”
William Shakespeare
Soneto 17 (excerto)
O Rei D. Luís I não foi apenas um homem com um incomum sentido de Estado e do seu tempo.
Falamos de um Rei verdadeiramente amante das artes, tendo demonstrado claramente a sua grandeza pela generosidade e sentido de partilha com que encarou a difusão das mesmas para com o Povo português, residente secular nas terras áridas do desconhecimento.
Para esse propósito, criou uma galeria de arte no próprio Palácio da Ajuda, sua casa oficial, assim como uma biblioteca, ambas abertas ao público.
Para um homem que, assumindo-se como um modelo vitoriano no que ao espaço íntimo da família dizia respeito, transformando a sua casa, com a ajuda inestimável da Rainha consorte, D. Maria Pia, num espaço relativamente fechado; dispor, no entanto, de diferentes alas do Palácio Real para a partilha da cultura, conhecimento e arte com os seus concidadãos, demonstra bem o espírito moderno e lúcido com que soube abraçar as diferentes responsabilidades que o papel que lhe coube representar no devir histórico exigiu, sem nunca as confundir.
Falamos do Rei músico, pintor, tradutor de Shakespeare, amante dos ventos de progresso e das tecnologias, amante da viagem e da aculturação. Enfim, falamos do Rei melómano, exemplo acabado do programa educacional que seu pai, o Rei consorte D. Fernando de Saxe-Coburgo-Cota, delineou para os seus filhos, nomeadamente, os mais velhos, o malogrado D. Pedro e D. Luís.
Com o Ciclo “Sensibilidades” propomo-nos traçar uma breve viagem pela atmosfera artística da época e vida deste monarca tão carinhosamente conhecido nas correspondências trocadas entre a sua mãe, a Rainha D. Maria II, e a Rainha Vitória de Inglaterra, como “Lipipi”.
PROGRAMA
19 Março 2016 | 14h30
D E S F I L E
Charanga a cavalo da Guarda Nacional Republicana
Praça 5 de Outubro, Paços do Concelho
19 Março 2016 | 15h
C O N F E R Ê N C I A
Salão Nobre | Paços do Concelho, Câmara Municipal de Cascais
Sessão de Abertura
M A R : U M D E S Í G N I O
Carlos Carreiras
(Presidente da Câmara Municipal de Cascais)
Manuel Ara Oliveira
(Sub-diretor Regional dos Assuntos do Mar da Região Autónoma da Madeira)
Filipe Mora Porteiro
(Director Regional dos Assuntos do Mar da Região Autónoma dos Açores)
Painel I
“Portugal Atlântico portal de ligação entre Europa, América e África”
Miguel Frasquilho
(Presidente da AICEP Portugal Global)
20 Março 2016 | 16h
C O N F E R Ê N C I A S
Salão Nobre, Paços do Concelho, Câmara Municipal de Cascais
Painel II
“Mar, mais que um desígnio: uma responsabilidade no Milénio do desenvolvimento sustentável, da preservação das heranças históricas e culturais”
Luís Menezes Leitão
(Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa)
António Costa Silva
(PARTEX Oil and Gas)
Inês Amorim
(CITCEM/FLUP – Culturas Marítimas e Ambiente)
Joaquim Neto Filipe
(Projecto.Detalhe)
P O R T U G A L E O “A T L Â N T I C O M O R E N O”
Luís Amado
(Economista)
Fernando Jorge Cardoso
(Instituto Marquês de Valle Flor)
Francisco Seixas da Costa
(Embaixador)
Jenny Silvestre
(APARM)
20 Março 2016 | 21h
C O N C E R T O
Auditório da Senhora da Boa Nova
Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana
Maestro Convidado: Jean Sébastien Béreau
Claude Debussy, La Mer
Maestro Convidado: Jean Sébastien Béreau
Auditório Senhora da Boa Nova
Claude Debussy, “La Mer”
(Concerto Gratuito sujeito à lotação da Sala)
Biografias dos Oradores
Miguel Frasquilho
Miguel Frasquilho é Mestre em Teoria Económica (Universidade Nova de Lisboa) e Licenciado em Economia (Universidade Católica Portuguesa). Foi Deputado à Assembleia da República pelo PSD, Vice-Presidente do Grupo Parlamentar e VicePresidente da Comissão Parlamentar de Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência Financeira a Portugal. Foi Diretor-Coordenador do Departamento Espírito Santo Research. Participou na Comissão de Reforma do IRC, cujos trabalhos decorreram entre Janeiro e Julho de 2013. Foi Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças no XV Governo Constitucional. Foi Presidente da Comissão Parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações na X Legislatura. Foi docente de diversas disciplinas de Economia e Métodos Quantitativos na Universidade Católica Portuguesa e na Universidade Nova de Lisboa. Foi assessor do Secretário de Estado do Comércio no XII Governo Constitucional. Foi economista no Conselho Económico e Social e na empresa FISECO – Serviços Financeiros S.A. É autor do livro “As Raízes do Mal, a Troika e o Futuro” (2013) e co-autor dos Livros “Portugal Europeu?” (2001), “Produtividade e Crescimento em Portugal” (2002), “4R – Quarta República” (2007), “As Farpas da Quarta” (2009), e “Portugal e o Futuro – Homenagem a Ernâni Lopes” (2011). Tem dois working papers publicados na área dos Métodos Quantitativos (Teoria do Controlo Óptimo e Análise de Decisão Multicritério). Possui o Certificate of Proficiency in English (University of Cambridge, Local Examinations Syndicate), o Curso de Educação Musical, o 2ºano do Curso de História da Música e a frequência do 12º grau do Curso de Piano (Escola de Música do Conservatório Nacional). Atualmente Miguel Frasquilho desempenha o cargo de Presidente da AICEP Portugal Global – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.
João Fonseca Ribeiro
João Fonseca Ribeiro é oficial da Marinha com 25 anos de serviço, grande parte dedicados às operações navais, em forças e estados-maiores conjuntos e combinados, às comunicações e sistemas de informação e à cooperação internacional e interdepartamental. Participou em operações reais nos Balcãs, no Mediterrâneo Oriental e em África. Em terra, foi representante nacional de ligação junto do Comandante Aliado para a Transformação e Comandante das Forças Conjuntas dos Estados Unidos, ambos sediados em Norfolk, na Virginia. Foi, ainda, Chefe das Divisões de Operações e de Relações Externas do Estado-Maior da Armada e Representante da Marinha no Centro Nacional Coordenador Marítimo. Representou Portugal em diversos fora da OTAN, da UE e da ONU e esteve envolvido em múltiplos projectos de transformação e experimentação. Mais recentemente, foi assessor técnico do Responsável da Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar e, mais tarde, do Secretário de Estado do Mar, no Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território. Desde Fevereiro de 2012, no quadro da nova estrutura de governação do Mar, é Diretor-Geral de Política do Mar. Tem participado na coordenação, definição e implementação da Estratégia Nacional para o Mar e, na UE, é o Ponto focal Nacional de Alto-nível para a Política Marítima Integrada, Representante Nacional no Grupo de Direção do Fórum do Atlântico, no âmbito da Estratégia Marítima da EU para a Área do Atlântico, e Coordenador Nacional do projectopiloto BlueMassMed, para a vigilância marítima integrada do Mediterrrâneo e aproximações Atlânticas, representando ainda Portugal em diversos outros grupos de especializados Eduardo de Almeida Faria licenciou-se em Economia, tendo ocupado cargos de Administração em diferentes empresas ao longo dos anos. O seu percurso é, desde há muito, ligado ao mar, integrando diferentes organizações, como sejam a Confraria Marítima de Portugal, o Fórum Permanente para os Assuntos do Mar ou o Grupo de Trabalho “Portugal Náutico”. Eduardo de Almeida Faria assina as obras “Planeamento, Habitação e Mercado Imobiliário na Área Metropolitana de Lisboa”, assim como “Náutica de Recreio em Portugal, Um Pilar do Desenvolvimento do Território e da Economia do Mar”.
Luís Teles de Menezes Leitão
Luís Teles de Menezes Leitão Nasceu em Coimbra, em 1963. Realizou a licenciatura (1986), o mestrado (1991), o doutoramento (1998) e a agregação (2005) em Direito na Universidade de Lisboa. Realizou investigação em Universidades estrangeiras, designadamente na Alemanha, na Itália, em França e nos Estados Unidos. Participou em congressos e seminários e realizou cursos e conferências em Portugal, Estados Unidos, Itália, Brasil, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste. É Professor da Universidade de Lisboa e da Universidade Autónoma de Lisboa, onde tem lecionado disciplinas de Direito Civil — Direito das Obrigações e Direito dos Contratos — Direito do Trabalho e Direito da Sociedade da Informação. Foi Presidente do Conselho Diretivo da Faculdade de Direito de Lisboa (2002-2004). É Vice-Presidente do Instituto do Direito do Trabalho e do Instituto do Direito do Consumo da Faculdade de Direito de Lisboa. É membro do Conselho Pedagógico do Centro de Estudos Judiciários. Preside à Associação Lisbonense de Proprietários. Foi membro do Centro de Estudos Fiscais da Direcção-Geral dos Impostos. É advogado e jurisconsulto, sendo presentemente Vice-Presidente do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados. Tem dezenas de obras e artigos publicados nas áreas de Direito das Obrigações, Direito Comercial, Direito do Trabalho e Direito da Sociedade da Informação. Entre essas obras destacam-se Direito das Obrigações (3 vols.), O ensino do Direito das Obrigações, A Responsabilidade do Gestor perante o Dono do Negócio no Direito Civil Português, O Enriquecimento sem Causa no Direito Civil, Cessão de Créditos, Garantias das Obrigações, A Indemnização de Clientela no Contrato de Agência, Código do Trabalho Anotado, Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas Anotado e Estudos de Direito Fiscal.
António Costa Silva
António Costa Silva é Professor no Instituto Superior Técnico de Lisboa onde fez a agregação em Planeamento e Gestão Integrada de Recursos Energéticos. Licenciou-se em Engenharia de Minas (IST), fez o Mestrado em Engenharia de Petróleos no Imperial College (Universidade de Londres) e o Doutoramento no IST e no Imperial College, defendendo uma tese sobre “O Desenvolvimento de Modelos Estocásticos aplicados aos Reservatórios Petrolíferos”. É o atual Presidente da Comissão Executiva do Grupo PARTEX OIL AND GAS. A PARTEX está envolvida em projetos de exploração e produção de petróleo e gás em Abu Dhabi, Oman, Kazaquistão, Brasil, Argélia, Angola e Portugal. Em 1980 iniciou a sua atividade profissional na Sonangol em Angola, fazendo parte do Departamento de Produção, dedicando-se a estudos de reservatórios e execução de planos de produção, assim como análise e interpretação de testes de poços nos campos da Bacia do Quanza em Angola. De 1984 a 1997 exerceu a sua atividade na CPS (Companhia Portuguesa de Serviços) trabalhando entre outros projetos, no Tacis “Assistance for New Oil Field Development” apoiado pela Comissão Europeia e executado para a Oblast da Sibéria Ocidental (Tyumen). De 1998 a 2001 foi Diretor Executivo da Multinacional Francesa CGG (Compagnie Générale de Geophysique) e dirigiu o seu escritório em Lisboa, coordenando projetos de Exploração e Produção no Médio Oriente (Bahrain), no México e na Rússia. Em 2002 foi selecionado pelo Tribunal Internacional da Câmara de Comércio de Estocolmo como o perito internacional encarregue de resolver a disputa jurídica e técnica entre duas das maiores companhias de petróleo do mundo, num campo ao largo do Mar da China. De 2001 a 2003 trabalhou no Instituto Francês do Petróleo (IFP) em Paris, no seu ramo empresarial (BEICIP-FRANLAB), como Diretor de Engenharia de Reservatórios e Diretor de Operações. Foi responsável e coordenador das equipas técnicas que executaram projetos nalguns dos maiores campos de petróleo e gás do mundo. Destacam-se os seguintes Projetos: Hassi-Messaoud para a Sonatrach na Argélia, Cantarel para a Pemex no México, El Furrial, Zapatos e Bachaquero para a PDVSA na Venezuela, North Harad (campo Gawhar) para a Saudi Aramco na Arábia Saudita e os projectos de Gascharan e Salman no Irão.
Inês Amorim
Inês Amorim Professora Associada com Agregação, Doutorada em História Moderna e Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Inês Amorim é Diretora e docente do Departamento de História e de Estudos Políticos e Internacionais da mesma Faculdade, assim como Investigadora do CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória/FLUP), responsável pela linha de investigação Culturas Marítimas e Ambiente. O seu foco de investigação centra-se nas temáticas relacionadas com história económica e social, história ambiental (história do clima e dos recursos marinhos, das instituições de investigação marinha, das estruturas portuárias e seus impactos), história e património; história do trabalho, história dos preços, rendas e salários; história do crédito, história da assistência. No âmbito da sua atividade destaca-se o desenvolvimento do Projecto KLIMHIST, Reconstruction and model simulations of past climate in Portugal using documentary and early instrumental sources (17th-19th century; SAL(H)INA, História do Sal – natureza e meio ambiente – séculos XV a XIX); do PACO, Projeto de Análise e Classificação das Ocupações; do PWR – Prices, Wages and Rents in Portugal e do Projeto Sob O Manto da Misericórdia – História da Santa Casa da Misericórdia do Porto, sediado no CEHR. Inês Amorim é ainda membro do Management Committee of COST Action IS1403: Oceans Past Platform (OPP), 2014-2018; Representante Regional por Portugal na European Society of Environmental History); Membro fundador da recentemente criada (Novembro de 2015) Rede Portuguesa de História Ambiental (REPORT(H)A); Membro do Conselho Executivo do Museu de História Natural e Ciência da Universidade do Porto; Membro do Grupo de Consultores Portugueses criado pelo CRUP/FUP, pela área de Educação e Humanidades, para apoio à UNTL-Universidade Nacional de Timor-Leste (desde Julho 2012); Membro da Comissão Diretiva de OCEANUS, Marine Research and Innovation, coordenadora do Centro de Cultura e Património Marítimos e Coordenadora do Projeto: Pesquisa Bibliográfica sobre Culturas Marítimas, enquadrando-se nas atividades da Sociedade de Geografia de Lisboa (SGL), do CITCEM e do OCEANUS.
Joaquim Neto Filipe
Joaquim Neto Filipe nasceu em 1961 e licenciou-se em Engenharia de Sistemas Marítimos, Eletrónica e Telecomunicações, pela Escola Náutica Infante D. Henrique (ENIDH). Possui Pós-Graduações em Gestão de Projetos; Estratégia Corporativa e Negociação pela Universidade Católica em conjunto com a HKUST – Hong Kong University of Science of Technologie. Mestrado em Estratégia de Investimento e Internacionalização pelo ISG – Business & Economics School e especializações técnicas na Holanda, Alemanha e Reino Unido, onde obtém o Diploma em Management Studies, pelo European College of Business and Management (Londres), faz um MBA em Gestão Internacional, pela University of East London. Regressa com um convite para uma empresa para Diretor de Automação Industrial e mais tarde Administrador, acumulando 11 anos de desafios nos pelouros da Qualidade, Segurança e Direção Técnica. O maior desafio acontece no ano 2000, quando incentivado por amigos e futuros parceiros, funda a empresa de engenharia e gestão de projetos, Projecto Detalhe – Global Enginnering, na qual é atualmente Presidente Executivo. A empresa opera atualmente em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Camarões, Guiné e Macau, contando também com Projetos na América do Sul. Cotada entre as 3 melhores na sua área, a Projecto.Detalhe tem como missão tornar-se uma empresa de referência na engenharia, em Portugal e no Mundo. Joaquim Neto Filipe conserva, porém, a sede das instalações da empresa em Sintra, onde implementa a participação ativa na comunidade, promovendo ações de responsabilidade social.
Luís Amado
Luís Amado foi Presidente do Conselho de Administração do BANIF. É licenciado em Economia pelo então ISCEF da Universidade Técnica de Lisboa. Desde 1990 exerceu diversos cargos no governo português, nomeadamente, o de Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação (1995-1997 e 1999-2002), Ministro da Defesa (2005-2006) e Ministro dos Negócios Estrangeiros (2006-2011). Como parte da sua atividade política, foi ainda Deputado da Assembleia Regional da Madeira e Deputado da Assembleia da República. Foi consultor internacional, Assessor no Instituto da Defesa Nacional e Professor Visitante na Universidade de Georgetown. É Professor Convidado no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa e Professor Convidado na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa.
Fernando Jorge Cardoso
Fernando Jorge Cardoso é especialista em economia do desenvolvimento e estudos africanos. Desde outubro de 2012 é coordenador da área de estudos estratégicos do Instituto Marquês de Valle Flor. Em Moçambique, foi diretor da Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane e assessor do Ministro do Plano de 1977 a 1983 e diretor-geral da empresa açucareira Maragra de 1983 a 1985. Em Portugal, foi coordenador do programa África do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais de 1991 a 2012 e Vice-Reitor da Universidade Moderna de Lisboa de 2000 a 2007. Tem colaborado com várias universidades e institutos superiores, tendo lecionado um total de 27 disciplinas e participado em 57 júris de doutoramento e mestrado. Atualmente é docente convidado do ISCTE-IUL e do Instituto Superior de Gestão. Coordenou 17 projetos de pesquisa e realizou 5 consultorias de cooperação e desenvolvimento em Angola (2), Moçambique e Cabo Verde (2). Organizou e participou como orador ou perito, em numerosos seminários nacionais e internacionais. Atualmente é coordenador executivo do projeto “Conferências de Lisboa”. Tem publicado sobre temas africanos, do desenvolvimento e das relações internacionais, sendo autor ou coautor de 10 publicações autónomas, mais de meia centena de artigos em capítulos de livros e revistas e de uma centena de comunicações. É economista, licenciado pela Universidade Eduardo Mondlane em 1976, doutorado pelo ISEG em 1991, com agregação na mesma escola em 2006.
Francisco Seixas da Costa
Francisco Seixas da Costa é licenciado em Ciências Políticas e Sociais, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Admitido por concurso público no serviço diplomático português, em 1975, esteve inicialmente colocado nas Embaixadas em Oslo (1979-1982), Luanda (1982-1986) e Londres (1990-1994), tendo também exercido funções de assessoria e chefia no quadro do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Entre 1995 e 2001, foi Secretário de Estado dos Assuntos Europeus. Nessa qualidade, foi o principal negociador português do Tratado de Amesterdão (1995-1997) e do Tratado de Nice (2000), tendo presidido ao Comité de Ministros do Acordo de Schengen (1997) e ao Conselho de Ministros do Mercado Interno da União Europeia (2000). Regressado à carreira diplomática, em 2001, foi embaixador representante permanente junto das Nações Unidas em Nova Iorque (2001-2002), onde desempenhou os cargos de vice-presidente do Conselho Económico e Social – ECOSOC (2001), de presidente da Comissão de Economia e Finanças da 56.ª Assembleia Geral (2001), de vice-presidente da 57.ª Assembleia Geral (2002), tendo integrado, a convite do secretário-geral, Kofi Annan, o board do UNFIP – United Nations Fund for International Partnerships (2001-2002). Em 2002, foi nomeado embaixador representante permanente junto da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (2002-2004). Entre 2005 e 2009, foi embaixador de Portugal no Brasil e, entre 2009 e 2013, foi embaixador em França. A partir de 2012, foi nomeado cumulativamente como embaixador representante permanente junto da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) e junto da União Latina, em Paris De 1 de fevereiro de 2013 a 31 de janeiro de 2014, dirigiu o Centro Norte-Sul do Conselho da Europa. Passou à situação de aposentação da função pública, em 11 de março de 2013. Desde essa data, exerce funções como consultor estratégico da empresa Mota-Engil SGPS. Desde 11 de abril de 2013, é administrador não executivo da empresa Jerónimo Martins. Desde 18 de junho de 2014 é administrador independente da empresa Mota-Engil África. Preside ao Conselho Consultivo da Fundação Calouste Gulbenkian para o seu Centro em Paris.
Jenny Silvestre
Jenny Silvestre é licenciada em Cravo (Escola Superior de Música de Lisboa) e em Direito (Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa). É doutorada em Ciências Musicais Históricas (Universidade Nova de Lisboa) e conta ainda no seu currículo com uma pós graduação em Cravo (Escola Superior de Música da Catalunha, Espanha) e uma pós graduação em Gestão Empresarial, vertente de Estratégia de Investimentos e Internacionalização (Instituto Superior de Gestão de Lisboa). É Fundadora e Presidente da APARM, organização destinada ao desenvolvimento e implementação de Projetos de natureza transversal nos quais o denominador comum é a cultura, nomeadamente musical, aliando conhecimento, arte e história das mentalidades. Participou em vários Congressos em Madrid, Almeria (Espanha), Nápoles (Itália), Porto e Lisboa, contando com diferentes publicações. Foi Diretora Artística e Programadora de diferentes Festivais, como o “Sons de Almada Velha” ou as “Noites de Verão” no Convento dos Capuchos, entre outros. Participou na estreia mundial das obras “Magnificat em Talha Dourada” e “Horto Sereníssimo”, do compositor Eurico Carrapatoso, bem como no conto infantil “O que aconteceu no Museu da Música…”, do compositor Sérgio Azevedo. Estreou ainda a “Inventio 2”, de Bruno Gabirro, a versão para cravo da peça “O Natal da Nônô”, de Eurico Carrapatoso, e a peça “Prelúdio e Festa”, de Sérgio Azevedo, especialmente escrita para ela. Em 2009, foi Assessora Musical do premiado filme do realizador chileno Raúl Ruiz, “Mistérios de Lisboa”. Em 2011, foi a cravista convidada para o II Concurso Internacional de Composição Fernando Lopes Graça, dedicado ao cravo. Conta com uma já longa carreira como solista e diversos discos
AMIGO DA
FUNDAÇÃO




Avaliações
Ainda não existem avaliações.