Centro Cultural de Cascais, piso 2
24 Set » 29 Out ’23
De terça a domingo
das 10h às 18h
última entrada ás 17h40
Papa João Paulo II
Doce Luz do Silêncio
MÓNICA DE MORAIS
O mistério da Vida e do Ser humano tem sido o meu principal tema de trabalho. A minha proposta aqui é pintar a “vida que nos vem de dentro”, experimentando novos e mais apelativos materiais que consigam capturar da melhor forma o que pretendo expressar. A minha técnica é mista: uso areia para simbolizar a Terra; uso o papel de seda que representa a pele do ser humano; e faço uso de símbolos genéricos para resgatar as memórias que se encontram no nosso DNA, na nossa história genética. O meu corpo de trabalho é delineado pela arte minimalista – a sua concretização é revelada através das referências pessoais enquanto humanitária e tendo preocupações espirituais, assim utilizo repetidamente a palavra escrita e símbolos que representam o universo visual colectivo. O meu trabalho inclui: Pintura, Desenho e Gravura. Minimalista. Conceptualismo. Cultura pop, Estruturalismo e Pós-estruturalismo.
A Arte Visitada pelo Tarot
JORGE GUIMARÃES
Dramaturgo, Escritor e Pintor
Mónica de Morais propõe-se nestes 22 Quadros Arcanos, aventurar-se pelos caminhos da sua simbologia, e a simbologia tarótica é já ela o próprio universo simbólico – e por essa via percorrer o Universo e os seus agentes exemplares, o Homem e a Mulher. Ela adopta justamente para estes dois Actores principais, os da Comédia Humana, um enquadramento arquitectónico que é a cena em que se movem ou onde prevalecem, através de composições geométricas que recusam o Acaso, mais antes se inscrevem, eu diria, na adivinhação. Penso, e não sei se penso mal, que só bem depois de ter chegado ao fim deste percurso, Mónica de Morais se terá apercebido da imensa empresa em que se metera, e onde, à semelhança do que acontece com o xadrez, daria ou sofreria xeque mate. Mas como se vê ganhou bem esta partida, onde teve o condão de transformar uma aventura sobre os véus do Destino num pensado tabuleiro com os movimentos da sua vontade. Assim, Mónica, é neste acervo de pinturas mais do que a Artista magnífica que se nos apresenta, também uma guia espiritual, e e nesta boa tradição do hermetismo, da simbólica e do esoterismo, porque não? – uma afável sacerdotisa.
AMIGO DA
FUNDAÇÃO




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