Centro Cultural de Cascais
27 Jan » 28 Abr ’24
De terça a domingo
das 10h às 18h
última entrada ás 17h40
SEGUNDA 2, de Paulo Ribeiro, com fotografias de Joaquim Leal, documenta o processo de criação, em forma de diário fotográfico, da peça coreográfica homónima, estreada no final de 2021. Pela lente de Joaquim Leal, uma exposição e um livro estabelecem uma narrativa visual a partir de toda a prática criativa desta peça, da conceção aos ensaios e à estreia. A exposição inclui um dispositivo de realidade aumentada — de certo modo, numa dupla significação de nos dar a ver o quotidiano real do coreógrafo e do elenco na criação da peça e de, simultaneamente, através da utilização de aplicações digitais, permitir, através das fotografias, que mergulhemos nas premissas, em testemunhos, num excerto da coreografia, numa música, talvez numa outra cartografia de Segunda 2, possibilitando-nos uma experiência diferente enquanto público.
Segunda 2 reenvia-nos para Sábado 2, a coreografia inaugural da Companhia Paulo Ribeiro, estreada em 1995. Separadas por 26 anos, há nelas uma ideia que as coloca em relação: o recomeço de um novo ciclo de trabalho. Segunda 2 não quer rememorar o passado nem tão-pouco refletir sobre o futuro. O que a move é um desejo de inscrição na urgência do presente. Como se afirmasse: “Estamos aqui para dançar. Amanhã logo se vê.”
A Companhia
A Companhia Paulo Ribeiro é uma das mais reconhecidas companhias de dança contemporânea portuguesa, tanto a nível nacional como internacional. Fundada em 1995 por Paulo Ribeiro, um dos principais rostos do movimento transformador Nova Dança Portuguesa, surgiu na sequência de vários anos de trabalho junto de algumas das mais prestigiadas companhias europeias e para dar espaço à sua voz artística. Ao longo destes trinta anos, a obra plural da companhia marcou presença regular nas principais salas de espectáculo nacionais, bem como por toda a Europa, Brasil e Estados Unidos da América. Um percurso que convoca cerca de 40 produções e cuja linguagem contemporânea tem sido reconhecida com alguns dos mais importantes prémios nacionais e estrangeiros na área da dança, e documentada em dois livros: “Corpo de Cordas” (Assírio & Alvim, 2005), de Cláudia Galhós, e “Uma Coisa Concreta” (CPR, 2015), coordenado por Tiago Bartolomeu Costa.
Entre 1998 e 2022, a Companhia fixou-se no Teatro Viriato, em Viseu, cujo projeto criou e implementou e que Paulo Ribeiro dirigiu durante quase duas décadas. Paralelamente, a companhia tem sido responsável por um importante projecto de formação e produção de acções educativas para o público escolar na área da dança. Em Janeiro de 2023, a estrutura passa a estar sediada em Cascais, para dar continuidade à sua missão de pesquisa, criação artística e circulação de espectáculos, bem como de formação e programação com ligação à comunidade local e às suas instituições.
FICHA ARTÍSTICA
Coreografia, direção artística e montagem sonora: Paulo Ribeiro
Fotografias: Joaquim Leal
Textos: Isabel Nogueira
Desenho de luz: Nuno Meira
Assistência de desenho de luz: Manuel Abrantes
Desenho de som: José Marques
Figurinos: José António Tenente
Organização de objetos cénicos (cenografia): João Mendes Ribeiro
Interpretação: Ana Moreno, Catarina Keil, Margarida Belo Costa, Pedro Matias, Sara Garcia, Valter Fernandes
Co-produção: Centro Cultural de Belém, Centro Cultural Vila Flor/A Oficina, Teatro Viriato, Cine-Teatro Louletano, Teatro Nacional São João
Agradecimentos: Escola Superior de Dança, Pro.Dança – Escola de Dança e Produção de Espetáculos
Estrutura financiada por: República Portuguesa – DGARTES
Parcerias: Physmed
AMIGO DA
FUNDAÇÃO




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