INTERVENÇÃO DO PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO D. LUÍS I, NA INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DE PAULA REGO EM FAMALICÃO NA FUNDAÇÃO CUPERTINO MIRANDA.

Senhor Presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Professor Mário Passos

Senhor Secretário de Estado da Cultura, Dr. Alberto Santos

Senhor Presidente da Fundação Cupertino de Miranda, Dr.  Pedro Álvares Ribeiro

Senhora Presidente da Fundação de Serralves, Professora Emérita Isabel Pires de Lima

Senhor Presidente da Fundação Millennium BCP, Embaixador António Monteiro

Senhora Presidente da Fundação Casa de Mateus, Dr. Teresa Albuquerque

Senhores Vereadores da Cultura

Senhor Professor Emérito Prefecto Cuadrado

Senhores Coleccionadores

Minhas Senhoras e meus Senhores

 

Umas breves palavras, que não são de mera circunstância, sendo apenas breves porque o protagonista (ou o narrador) desta história não sou eu, mas Paula Rego, a obra de Paula Rego. Aliás, refiro desde já que os textos de parede, da autoria de Catarina Alfaro, Coordenadora Artística e de Conservação da Casa da Histórias Paula Rego, são uma pertinente introdução à obra da artista e servirão certamente de estímulo a quem pretenda conhecê-la melhor. Aproveito esta sequência para elogiar o excelente trabalho, também de colaboração, da Directora de Artes da Fundação Cupertino de Miranda, Dra. Marlene Oliveira.

Em primeiro lugar permitam-me que apresente os meus cumprimentos, bem como os do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Dr. Carlos Carreiras, do Senhor Vice-Presidente, Dr. Nuno Piteira Lopes, que, não podendo estar presentes por ponderosas razões de trabalho, me pediram que os representasse. Tenho ainda de referir que Nick Willing, o filho de Paula Rego, me solicitou que transmitisse a sua satisfação por a Fundação Cupertino de Miranda ter revelado interesse pela obra da Mãe.

Permitam-me igualmente que saúde de uma forma um pouco mais especial a Professora Isabel Pires de Lima e o Embaixador António Monteiro, uma vez que são ambos membros do Conselho Geral da Fundação D. Luís, facto que muito prezamos. Não posso ainda deixar de cumprimentar a Dra. Teresa Albuquerque, Presidente da Fundação Casa de Mateus, amiga de longa data.

Ora, apesar de algumas tentativas passadas de desestabilização com origem difusa em interesses pessoais e de grupo, a CHPR resistiu, está viva e de boa saúde, fazendo, por decisão da Câmara Municipal de Cascais, jus ao legado da artista, sob a tutela da Fundação D. Luís I e de uma Comissão Paritária, composta por Nick Willing e por mim, cujos limites de actuação foram, para esse efeito, devidamente protocolados entre a Família de Paul Rego, agora Paula Rego Foundation, e as duas entidades atrás referidas.

No âmbito daquilo que, no fundo, é o cerne da filosofia da intervenção artístico-cultural da CHPR, importa salientar que sempre se cuidou da exibição, do estudo e da divulgação da obra da artista, com exposições na Casa e fora dela e catálogos de excepcional qualidade, sem, por outro lado, descurar, como seria desejável e expectável, as potenciais relações de proximidade, mais ou menos explícitas, entre as obras de outros artistas e a de Paula Rego.

Neste caso, estamos a responder, com grande prazer e honra, a um convite da Fundação Cupertino de Miranda, para, com outras instituições e colecionadores, participar nesta exposição com obras de vários períodos da produção da artista que, de alguma maneira, revelam proximidade com o movimento surrealista. Aliás, tem sido prática nossa colaborar com todos os interessados idóneos na exibição de obras de Paula Rego, dentro do quadro das possibilidades da nossa colecção, estando, por exemplo, a decorrer uma exposição no Museu Nacional Grão-Vasco e em preparação outra no Centro Cultural de Lagos, bem como colaboraremos em próximas exposições internacionais no Museu de Essen e no Museu Munch, em Oslo.

Por isso, reitero ao Dr.  Pedro Álvares Ribeiro, e através dele, a todos os restantes membros do Conselho de Administração, que é com enorme regozijo, e também justificado orgulho, que colaboramos com a Fundação Cupertino de Miranda, instituição à qual reconhecemos uma intervenção de excelência na sua acção artístico-cultural, declarando desde já e para finalizar que continuaremos disponíveis para prosseguir um relacionamento que entendemos mutuamente vantajoso, reafirmando a vitalidade das nossas fundações. E que esta parceria, que dentro de alguns minutos se poderá verificar que é virtuosa, sirva de exemplo e estímulo para a realização de outras, sobretudo ao nível autárquico, respeitando a bela tradição municipalista, num país em que todos estamos a ficar demasiado senhores dos nossos narizes.

Muito obrigado pela vossa atenção.

Salvato Teles de Menezes

Presidente da Fundação D. Luís I

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