Palácio da Cidadela de Cascais Galeria de exposições
9 Out > 1 Mar ’26
De Terça a Domingo
das 10h00 às 13h00
e das 14h00 às 18h00
Última entrada: 17h40
Esta extraordinária coleção privada reveste-se de um interesse inegável sob duas perspetivas tão distintas quanto complementares: a sociologia da arte e a antropologia cultural ou social.
A importância desta mostra não se limita apenas à beleza formal ou à variedade das obras que a compõem, constituindo também uma oportunidade única para poder percorrer algumas das sendas mais remotas do continente africano. A cada etapa do itinerário, os visitantes são convidados a um exercício singular entre descoberta, imaginação e emoção, face à contemplação de cada uma destas peças.
( em cima) Quadro Kebra Nagast, Óleo sobre tela, Assinado e datado em Adis Abeba, a 5 de março de 1932, Povo Amhara, Etiópia
Paixão Universal
ARTE AFRICANA NA CIDADELA DE CASCAIS
A exposição incide sobre os diferentes povos que habitam a faixa equatorial e tropical de África, um vasto território que se estende do Oceano Atlântico ao Oceano Índico. Reúne uma coleção rica e diversa, que integra obras provenientes de países tão distintos como a Nigéria, os Camarões, Angola, a República Democrática do Congo, o Mali, o Burkina Faso, a Costa do Marfim, o Gabão, a Guiné Equatorial, a Tanzânia, Moçambique, o Gana, a Serra Leoa e a Etiópia, entre muitos outros.
(esquerda) Máscara Ibo-Igbo, Nigéria, Altura: 21 cm; (ao centro) Máscara Guere, Costa do Marfim, Altura: 40 cm;
(direita) Máscara plancha Ioniaken Toussian, Burkina Faso, Altura: 72,5 cm
Entre as peças expostas, destacam-se as figuras cerimoniais e os símbolos de poder, mas também as esculturas antropomórficas, as máscaras rituais, as representações simbólicas e funerárias, bem como, as maternidades e muitas outras tipologias que refletem tanto o profundo simbolismo como a imensa riqueza da linguagem plástica destes povos.
(esquerda) Tambor perlado Kuba, R. D. Congo, Altura: 104 cm; (ao centro) Taburete Kota, Gabão, Altura: 30 cm;
(direita) Trono real perlado Bamoun, Camarões, Altura: 140 cm
Esta mostra representa, assim, um convite a testemunhar em primeira pessoa uma arte mais ancestral e genuína, uma arte que, dentro do seu contexto original, não só resistiu aos ventos da globalização e à influência de outras culturas, como, ao mesmo tempo, conseguiu afirmar identidades e preservar os valores fundacionais das sociedades africanas. Trata-se de uma arte que, do passado até hoje, nunca deixou de marcar e inspirar a própria essência da criação contemporânea.
Desejamos que esta exposição, através das suas obras plenas de magia e de vitalidade, possa despertar a curiosidade e reforçar o apreço pelo continente africano e pelos seus povos — esse território que é, precisamente, reconhecido como o berço da humanidade.
Curadoria de Guillermo O. Martínez e Diana Pilling
(esquerda) Estatua Songye – Ya Kitusha, Província de Lomami, R. D. Congo | Alt: 163 cm; (direita) Estatua Kwele, Gabão | Alt: 100 cm
AMIGO DA
FUNDAÇÃO



